Niyi Foyote/Futura Press
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Brasil reencontra Costa Rica após batê-la em 2015 com 8 convocados para esta Copa

Ainda comandada por Dunga, seleção brasileira venceu por 1 a 0 em setembro daquele ano

Leandro Silveira, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 10h00

Brasil e Costa Rica entram em campo nesta sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo, em um reencontro após três anos. E aquele duelo ocorreu próximo a mudanças de rota de ambas as seleções. Meses após aquele triunfo por 1 a 0 em setembro de 2015, Dunga seria demitido pela CBF após o fracasso na Copa América Centenário. Além disso, aquele foi um dos primeiros jogos de Oscar Ramírez à frente dos costarriquenhos.

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Mas nem tudo mudou. A Costa Rica manteve a base para a Copa do Mundo, mas o Brasil do técnico Tite descartou nomes como Marcelo Grohe, Lucas Lima e Luiz Gustavo. E, principalmente, Hulk, o autor do único gol daquele amistoso.

Tite costuma dizer que o seu trabalho à frente da seleção brasileira não rompeu com o que vinha sendo realizado pelos antecessores, representando uma sequência. O último confronto com a Costa Rica, confirma, em parte, isso. Afinal, oito jogadores que participaram do triunfo por 1 a 0, em New Jersey, há três anos, também fazem parte do grupo da equipe nacional na Rússia, sendo que seis deles deverão começar em campo em São Petersburgo, neste sexta-feira. Mas apenas quatro destes oito nomes do grupo atual da seleção atuaram como titulares naquele confronto.

Naquele jogo, Dunga escalou Danilo, Miranda, Marcelo, Fernandinho, Willian e Douglas Costa como titulares. Desses, Fernandinho e Douglas Costa ficarão como opções no banco de reservas nesta sexta, enquanto os outros quatro nomes terão nova oportunidade de atuar em um confronto com a Costa Rica.

 

Além disso, Philippe Coutinho e Neymar deixaram o banco durante o segundo tempo do amistoso em New Jersey. Agora, eles são titulares absolutos do setor ofensivo da seleção brasileira. Coutinho, inclusive, marcou um golaço na estreia na Copa, o empate por 1 a 1 com a Suíça, enquanto o astro do Paris Saint-Germain sofreu dez faltas, o que provocou dores no tornozelo direito, mas ele se recuperou a tempo e deve ser confirmado para encarar a Costa Rica.

Porém, o autor do gol da vitória brasileira por 1 a 0 naquele amistoso não está na Rússia para a Copa do Mundo. Hulk definiu o triunfo, mas não atua pela seleção desde a eliminação da equipe na fase de grupos da Copa América Centenário, em junho de 2016, vexame que provocou a queda de Dunga, posteriormente sucedido por Tite.

Já a Costa Rica só não conta com os 11 titulares do amistoso de 2015 na Copa do Mundo porque o lateral-esquerdo Rónald Matarrita foi cortado em 15 de junho por causa de uma lesão muscular. E dos cinco suplentes utilizados naquele jogo, três também estão na Rússia, casos dos meio-campistas David Guzman e Daniel Colindres e do atacante Joel Campbell.

Assim como o Brasil, a seleção costarriquenha passou por mudança de técnico, mas, meses antes deste amistoso, Paulo Wanchope pediu demissão após confusão com seguranças e policiais em jogo da equipe nacional sub-23. Hoje a Costa Rica é treinada por Óscar Ramírez, que naquela oportunidade dava os primeiros passos na seleção.

Esse amistoso foi o décimo jogo oficial entre Brasil e Costa Rica, com nove vitórias da equipe nacional e apenas uma derrota, com 32 gols marcados e nove sofridos. Dois deles foram pela Copa do Mundo: 1 a 0 em 1990 e 5 a 2 em 2002.

 

 

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