Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Brasil relembra traumas nos pênaltis contra o Paraguai e reforça a atenção

Após eliminações diante do rival em Copas América, equipe do técnico Tite quer se aprimorar no fundamento

Ciro Campos, enviado especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2019 | 04h30

Ter de encontrar o Paraguai nas quartas de final da Copa América nesta quinta-feira, em Porto Alegre, faz o Brasil relembrar os dois últimos encontros nessa ocasião e temer os pênaltis. A seleção foi eliminada pelo adversário em 2011 e 2015 nessa mesma fase do torneio após perder seis cobranças nesses confrontos, um aproveitamento muito ruim e que deixa o time atual preocupado caso exista a necessidade de novamente desempatar o jogo.

Nesta fase da competição as partidas serão decididas nos pênaltis se houver empate ao fim do tempo normal. Só haverá prorrogação a partir da semifinal. Por isso, o Brasil está atento à possibilidade de o Paraguai jogar na defesa e tentar levar a definição para as cobranças, fundamento bastante praticado nos treinos da equipe e motivo de atenção do técnico Tite.

Apesar da importância dos jogadores em seus clubes, nenhum deles é o batedor oficial. Philippe Coutinho, por exemplo, marcou quatro gols de pênalti na última temporada pelo Barcelona, mas só tem a chance de chutar quando Messi não está em campo. É o mesmo com Gabriel Jesus. O Manchester City tem o argentino Agüero como cobrador. O brasileiro ainda assim marcou quatro vezes na última temporada pelo time, porém perdeu pênalti contra o Peru, no sábado.

"A gente sempre bate um cinco ou seis pênaltis depois dos treinos. Isso é importante para te dar confiança para bater", afirmou Coutinho. O jogador jamais desperdiçou uma cobrança na carreira e nesta Copa América converteu o chute diante da Bolívia, na abertura. "Nós temos vários batedores bons. O Gabriel, o Firmino e o Richarlison também batem muito bem", completou.

O atacante Firmino bateu só um pênalti pelo Liverpool na última temporada europeia e converteu o chute contra o Arsenal. O egípcio Salah é o cobrador oficial. Agora reserva da seleção, Richarlison só teve chance de bater uma vez recentemente e converteu diante do Southampton. No time dele, o Everton, a responsabilidade das cobranças cabe ao islandês Sigurdsson.

Embora não cobrem com regularidade pênaltis, outros jogadores brasileiros têm qualidade no fundamento. O experiente Daniel Alves converteu recentemente seu chute na final da Copa da França, pelo Paris Saint-Germain, e colega dele de time, o zagueiro Marquinhos, bateu e acertou na decisão dos Jogos do Rio, em 2016, contra a Alemanha. 

Por outro lado, o goleiro Alisson vive grande fase na carreira. O jogador do Liverpool passou 27 dos 51 jogos da última temporada sem sofrer gols e acabou premiado como o melhor da posição no Campeonato Inglês. Nas últimas sete partidas disputadas ele não foi vazado.

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