Divulgação/CBF
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Brasil retoma a busca pelo ouro olímpico com elenco desfalcado das principais estrelas

Equipe do técnico André Jardine disputa vaga em Tóquio sem os principais craques, que não foram liberados por seus clubes

Ciro Campos, Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2020 | 04h30

Atual campeã olímpica, a seleção brasileira inicia neste domingo, a mais de seis meses da abertura dos Jogos de Tóquio, o tortuoso caminho em busca de sua segunda medalha de ouro. A equipe treinada pelo técnico André Jardine enfrenta o Peru a partir das 22h30 (hora de Brasília) na estreia do pré-olímpico, na Colômbia, que dará apenas duas vagas para o torneio masculino de futebol no Japão. Confira o guia completo da competição.

A competição para atletas com menos de 23 anos irá se estender até o próximo dia 9 de fevereiro e é dividida em dois grupos. O Brasil está no B, ao lado de Paraguai, Bolívia e Uruguai, além do Peru. A seleção precisa terminar a fase entre os dois primeiros, para então ir para um quadrangular final contra os dois melhores do Grupo A, composto por Argentina, Colômbia, Venezuela, Chile e Equador.

A seleção que está na Colômbia desde quarta-feira não conta com alguns de seus principais nomes. Os atacantes Rodrygo e Vinicius Jr., por exemplo, não foram liberados pelo Real Madrid, mesmo caso do lateral-direito Emerson, do Bétis. O zagueiro Walce, por sua vez, foi cortado na reta final da preparação na Granja Comary após romper os ligamentos do joelho esquerdo – Ricardo Graça, do Vasco, foi chamado para o lugar do são-paulino.

Apesar disso, Jardine procura não demonstrar preocupação. "Tenho certeza de que a equipe está preparada. Em relação às outras seleções, a nossa é provavelmente a que mais fez amistosos ao longo do ano (passado). Contando o Torneio de Toulon, seguramente é a que fez mais jogos", aponta o técnico, que ressalta ainda que praticamente todas as seleções que disputam o Pré-Olímpico também tiveram problemas para montar seus times.

Jardine comandou um período de dez dias de preparação no CT da seleção, em Teresópolis. As atividades contaram com dois jogos-treino, contra Boavista (vitória por 4 a 0) e Portuguesa-RJ (7 a 0).

"A gente entendeu, que neste período de preparação (na Granja Comary), a equipe tinha que ter jogos de um nível um pouquinho inferior para poder treinar todo mundo e colocar todos no mesmo nível", pontua o treinador.

Artilheiro do time na era Jardine, o atacante Matheus Cunha enfatiza a importância do período de treinos em Teresópolis e garante que o grupo está empenhado em buscar a vaga na Olimpíada. 

"A gente está se preparando há um bom tempo, desde Toulon, mas neste período tivemos mais tempo de treino. As datas Fifa são períodos curtos e este tempo agora faz com que tenhamos a mesma mentalidade e o mesmo foco", comenta o atacante do RB Leipzig. "A Olimpíada está entre as três competições que um jogador de seleção quer participar, junto com Copa do Mundo e Copa América. Olimpíada a gente tem uma chance só, até por causa da idade. Estamos muito focados."

ASPECTO PSICOLÓGICO

Entre os outros jogadores, o discurso também é de confiança. Mas o meio-campo Maycon alerta que o grupo não pode cair na tradicional provocação dos adversários do continente.

"Com a experiência que eu tenho jogando Sul-Americano Sub-20, acho que não perder a cabeça é o principal para o nosso time. Temos muita qualidade, deu pra ver nos amistosos. Mas não perder a cabeça contra adversários que vão provocar é uma coisa que será fundamental", diz o meio-campo que atua no Shakhtar Donetsk.

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