Brasil salva-se na precisão de seus chutes contra a Austrália

A seleção voltou a apresentar alguns dos problemas vistos em sua estréia no Mundial, neste domingo, na vitória de 2 a 0 contra a Austrália, em Munique: poucas finalizações e marcação fraca. Porém, a precisão nos chutes está fazendo a diferença.O Brasil finalizou 16 vezes ao gol de Schwarzer, com um mísero resultado de seis acertos. Aliás, a primeira finalização certa resultou no gol de Adriano, aos três minutos do segundo tempo. Os australianos arriscaram 14 chutes à meta de Dida, e acertaram ainda menos: quatro vezes, mas Dida fez pelo menos duas defesas importantíssimas.Outra deficiência da seleção foi na marcação. Os brasileiros deram muito espaço a seleção australiana e fez pouquíssimas faltas, foram nove contra 25 da Austrália, de quem já se esperava um jogo mais pegado. Porém, ironicamente, o Brasil foi mais vezes advertido com cartões amarelos: três contra dois para a equipe do técnico holandês Guus Hiddink. Como já era previsto, o Brasil teve mais posse de bola, 54%, mas este além de ser o estilo das equipes treinadas por Carlos Alberto Parreira, os australianos (46% de posse) tradicionalmente jogam no contra-ataque, mesmo após ficar atrás no placar. Aliás o marcador só não terminou com mínima vantagem possível a favor do Brasil por causa da estrela do atacante Fred, que entrou aos 42 da segunda etapa e marcou o segundo gol três minutos depois de sua entrada em campo. Veja abaixo as estatísticas do jogo:Finalizações: Brasil, 16; Austrália, 14 Finalizações certas: Brasil, 6; Austrália, 4 Faltas cometidas: Brasil, 9; Austrália, 25 Cartões amarelos: Brasil, 3; Austrália, 2 Cartões vermelhos: Brasil, 0; Austrália, 0 Escanteios: Brasil, 7; Austrália, 4 Impedimentos: Brasil, 5; Austrália, 1 Posse de bola: Brasil, 54%; Austrália, 46% Melhor jogador da partida: Zé Roberto (Brasil)(Com fifaworldcup.com)

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