Brasil se despede com apoio total

O Brasil vai encerrar nesta quarta-feira a participação nas eliminatórias do Mundial nos braços do povo. O Mangueirão estará lotado para o jogo com a Venezuela, às 21h30. Quarenta e seis mil pessoas já compraram ingresso e não há mais nenhum à venda nas bilheterias do estádio - somente nas mãos de cambistas. A expectativa de Ronaldo, Kaká e companhia é de goleada. Embora o técnico Carlos Alberto Parreira não fale a respeito, o time escalado é o mesmo que ele imagina para a estréia do Brasil na Copa da Alemanha. A Venezuela já está eliminada da competição. E a seleção pentacampeã mundial ainda tem chances de acabar as eliminatórias na liderança - basta vencer em Belém e torcer por uma derrota da Argentina contra o Uruguai. A única preocupação de Parreira é quanto a uma eventual suspensão por cartão vermelho. Se alguém for expulso esta noite, ficará fora do primeiro jogo do Brasil no Mundial. O mesmo não vale para quem receber cartão amarelo. "Não há motivo para isso. É só manter a tranqüilidade."Parreira deixou clara a sua preferência por armar o time com dois volantes, dois meias "de lado", como ele classifica Kaká e Ronaldinho Gaúcho, e dois pontas-de-lança - hoje Ronaldo e Adriano. O técnico ficou surpreso com o público no rápido treino coletivo desta terça-feira - de acordo com a Polícia Militar, cerca de 65 mil pessoas. O coordenador Zagallo disse que nunca vira nada igual em mais de 50 anos de futebol. "Um estádio com público acima de sua capacidade para ver um treino. É pura paixão. Isso traz um calor humano fora de série." Num balanço sobre as eliminatórias, o técnico disse ser contrário ao atual sistema, com 18 jogos disputados ao longo de três anos. Mas destacou alguns aspectos positivos do torneio. Um deles, o principal, o de poder preparar um time "num ambiente competitivo". Com a dica de que Robinho seria o 12.º jogador da seleção, como dissera na semana passada em Teresópolis, Parreira já manifestara a intenção de não mexer por enquanto na formação do quarteto mágico. Então, Ronaldo, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Kaká continuam titulares do time. Os dois volantes preferidos e escolhidos pelo treinador são Emerson e Zé Roberto. Nas laterais, Cafu e Roberto Carlos continuam soberanos. Parreira nunca escondeu que Dida é seu goleiro predileto. Essa posição, para ele, é como um cargo de confiança. E na zaga, embora Roque Júnior tenha muito prestígio na seleção, a dupla do Mundial, hoje, seria Juan e Lúcio. O Brasil já enfrentou a Venezuela 16 vezes. Venceu todas. A última em outubro do ano passado, por 5 a 2, em Maracaibo, cidade do país vizinho. Na oportunidade, Ronaldo marcou dois gols - desde então os últimos pela seleção. Para esta noite, no Mangueirão, o artilheiro promete quebrar o jejum.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2005 | 09h27

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