Lucas Figueiredo / CBF
Lucas Figueiredo / CBF

Brasil se livra de rivais tradicionais, mas fica em um grupo chato na Copa do Mundo

Suíça, Sérvia e Camarões são seleções de força física e têm alguns jogadores perigosos. Nada, porém, que tire o sono

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2022 | 15h47

A seleção brasileira não caiu em uma chave exatamente fácil na primeira fase da Copa do Mundo do Catar. No entanto, também não está em nenhum grupo da morte. O Grupo G, com dois europeus, Sérvia e Suíça - aliás dos dois adversários da primeira fase da Copa da Rússia, em 2018 - e Camarões, vai exigir bom futebol e concentração da equipe de Tite.

Não serão jogos fáceis. Mas isso não tira do Brasil o favoritismo ao primeiro lugar da chave. A seleção também precisará estar bem preparada fisicamente, pois os três rivais da chave têm um jogo em que a força tem mais peso do que a técnica.

A Sérvia, rival da estreia em 24 de novembro, surpreendeu ao ganhar o grupo em que estava Portugal nas Eliminatórias Europeias, jogando Cristiano Ronaldo e cia. para a repescagem. É forte fisicamente, mas não é uma grande equipe do ponto de vista técnico. O problema talvez seja a maneira como os sérvios devem jogar, bastante fechados.

A Suíça, oponente da segunda partida, também tem um estilo de jogo amarrado. Raramente se expõe e é difícil penetrar em sua defesa. Porém, como o Brasil tem jogadores velozes e dribladores, pode se valer disso para superar o bloqueio até com certa tranquilidade. Camarões também tem um futebol baseado mais na força do que na técnica. Não deve causar muitos problemas.

Claro que a partir das oitavas de final, o funil começa a ficar mais apertado. Mas dificuldade mesmo só ocorrerá na eventualidade de o Brasil pegar Portugal. O Uruguai tem sido presa fácil e Gana é uma seleção limitada.

Complicado, desde que o Brasil faça a sua parte, ficará a caminhada a partir das quartas de final. A chance de ter como adversário Bélgica, Alemanha ou Espanha são consideráveis.

Em qualquer Copa, porém, todas as equipes que chegam às quartas de final são potenciais candidatas ao título. Para seguir em frente a partir dessa fase, será preciso, além de bom futebol, muita determinação e força mental. Dá para dizer, no entanto, que o Brasil de Tite, e o próprio treinador, chega ao Catar muito mais  bem preparado do que estava na Rússia.

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