Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Brasil só canta de galo no seu quintal

A ótima campanha nas Eliminatórias só serviu para mostrar que o Brasil está um patamar acima de seus decadentes vizinhos

Raphael Ramos*, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 05h00

É inegável que a seleção que Tite entrega após a eliminação na Copa da Rússia é muito melhor do que a que ele recebeu de Dunga em 2016, quando o risco de nem se classificar para o Mundial era real. Nos últimos dois anos, o Brasil evoluiu, passou a jogar melhor, mas não o suficiente para voltar ao topo do mundo, posto em que esteve pela última vez em 2002. Isso ficou muito claro nesta sexta-feira, na derrota para a Bélgica, que venceu porque foi melhor. Simples assim.

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A ótima campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas só serviu para mostrar que o Brasil está um patamar acima de seus frágeis e decadentes vizinhos Colômbia, Peru, Argentina e Uruguai, todos já eliminados da Copa. Quando o embate é com as melhores seleções do mundo, no caso as europeias, a história é bem diferente.

Nos poucos amistosos que Tite pôde disputar contra seleções da Europa antes do Mundial, o desempenho do Brasil não foi nada empolgante. Vide o empate sem gols com a Inglaterra, em 2017, e a vitória apática diante de uma Alemanha cheia de reservas, em março deste ano.

 

Após o vexame do 7 a 1, o desserviço prestado à seleção por Dunga e o escândalo de corrupção que atingiu em cheio a alta cúpula da CBF, o Brasil esteve muito próximo do fundo do poço. O caminho a ser percorrido é longo e tortuoso. A seleção conseguiu transpor apenas uma pequena parte desta estrada e agora não pode retroceder.

*CHEFE DE REPORTAGEM DE ESPORTES DO ‘ESTADÃO’

 

 

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