Brasil só empata em Assunção

A seleção brasileira voltou a decepcionar e, na noite desta quarta-feira, não saiu de um empate sem gols diante do Paraguai, em Assunção, em partida válida pela quinta rodada as eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. O time brasileiro jogou sem nenhuma criatividade. Foi anulado pelo adversário e chegou à sua terceira partida consecutiva sem vitória. A última vitória da Seleção aconteceu no dia 10 de setembro do ano passado, com 1 a 0 sobre o Equador. Depois disso, empatou com Uruguai, Peru e agora com o Paraguai. Com o empate, o Brasil soma 9 pontos - o mesmo número da Venezuela, mas é terceiro colocado na classificação geral por ter melhor saldo de gols. As eliminatórias têm a liderança da Argentina (11 pontos). O Paraguai é 2º com 10. Brasil volta a jogar pelas eliminatórias no dia 2 de junho, contra a Argentina no Mineirão. O Paraguai enfrenta a Bolívia em La Paz. O jogo começou com um imprevisto. Logo aos 2 minutos, o estádio Defensores del Chaco sofreu um apagão e por cerca de 30 minutos permaneceu às escuras, comprometendo seriamente o trabalho de aquecimento feito pelos jogadores pouco antes da partida.Jogando em casa; empurrado pela torcida, o time paraguaio demonstrava mais determinação. Fazia uma marcação forte na sua intermediária de ataque e, assim, impedia a criação de jogadas da seleção brasileira. Além disso, os paraguaios vigiavam com muita atenção o trio de atacantes do Brasil - Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo - que não conseguiam armar nenhuma jogada de perigo.Sem articulação no meio-de-campo, o Brasil fazia a ligação da defesa com o ataque através de lançamentos longos. Algumas vezes com os volantes (Zé Roberto ou Renato), mas em outras ocasiões, até mesmo com o goleiro Dida. Quase sempre, no entanto, esses lançamentos eram interceptados pela defesa paraguaia. O problema era ainda maior, porque os dois laterais - Cafu e Roberto Carlos - recebiam marcação forte e praticamente não desciam ao ataque. O resultado disso tudo foi que o Brasil não criou nenhuma oportunidade de gol ao longo dos primeiros 45 minutos.O Paraguai tinha mais presença no ataque, mas demonstrava ter poucas opções ofensivas. Na maioria das vezes ameaçava o gol de Dida com cruzamentos altos para a área, em sua maioria partindo do lado direito; dos pés do ex-palmeirense Arce. A defesa brasileira, no entanto, esteve firme neste tipo de jogada.A partir dos 30 minutos, o Brasil mudou um pouco sua maneira de atuar. Ao invés dos lançamentos longos, o time passou a jogar nos contra-ataques, em geral, puxados em arrancadas rápidas de Kaká e Ronaldinho. E foi com esse tipo de jogada que o time conseguiu chegar ao gol de Tavarelli com algum perigo. Como partiam em velocidade em direção ao gol, os brasileiros eram parados com faltas, quase sempre próximas à entrada da área. Foram quatro delas, mas as cobranças foram ruins e acabaram sendo desperdiçadas. No segundo tempo o jogo melhorou um pouco. As duas equipes voltaram mais abertas e as chances de gol apareceram com freqüência maior. Aos 25 minutos, Parreira tira Renato e coloca Juninho Pernambucano em campo. A armação de jogadas do Brasil melhorou e os contra-ataques passaram a levar mais perigo. Mesmo assim o time não conseguiu marcar. Com um futebol burocrático, o Paraguai também não merecia melhor sorte e os dois times deixaram o campo com a impressão de que estavam satisfeitos com o resultado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.