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Brasil só precisa empatar no Mundial Sub-17

A seleção brasileira Sub-17 enfrenta o Iêmen, quarta-feira, na última rodada da primeira fase do Campeonato Mundial da categoria, na Finlândia. Ao Brasil basta um empate para garantir a classificação às quartas-de-final. A cômoda situação veio com a goleada (5 a 0) em cima de Portugal, domingo, em Tampere."Foi uma excelente vitória. A equipe portuguesa é a atual campeã Sub-17 da Europa. Agora, vamos trabalhar para garantir o primeiro lugar do nosso grupo", comentou o ex-jogador Branco, coordenador das categorias de base da CBF.Abuda, atacante do Corinthians, é o artilheiro da seleção com dois gols. O goleador do Mundial, em duas rodadas, é o ganês Freddy Adu, de apenas 14 anos, naturalizado americano, que defende a seleção dos EUA.Adu já é a grande atração do Mundial. Jornalistas exageram e comparam o garoto aos ídolos Michael Jordan, da NBA, e Tiger Woods, do golfe. E não dão mais sossego. O menino vem sendo muito requisitado pela imprensa. Brian Moorehouse, diretor da Federação Norte-Americana de Futebol, disse nesta segunda-feira que cancelou pelo menos 15 entrevistas com Adu. A história do garoto envolve milhões de dólares. Adu nasceu em Gana e aos oito anos de idade chegou aos Estados Unidos. Sua mãe conseguiu o "green card" em um famoso sorteio anual. Com o documento, foi trabalhar nos Estados Unidos levando os seus dois filhos.Em fevereiro deste ano, Adu conseguiu se naturalizar norte-americano. Em 2002, ele havia assinado contrato exclusivo com a seleção juvenil dos Estados Unidos. A Nike, então, cresceu os olhos em cima do garoto e, de imediato, garantiu um contrato com o menino - valor estimado em nada menos que US$ 1 milhão."Freddy é um jovem muito talentoso e um potencial incrível. É importante oferecer-lhe estrutura adequada para que continue crescendo e se desenvolvendo como um grande jogador", disse Richard Motzkin, da SportsNet de Los Angeles, representante de Adu.No Mundial da Finlândia, o pequeno ganês marcou um gol sensacional contra a Coréia do Sul. Recebeu a bola a 40 metros da área coreana e foi driblando, vencendo os adversários até fazer o gol - lembrou a obra prima de Maradona na Copa de 86, quando ele fez uma fila de ingleses até marcar. "Olhei ao meu redor para ver se havia algum companheiro para passar a bola. Como não vi ninguém, fui embora até o gol", contou Adu, com a inocência dos seus 14 anos.

Agencia Estado,

18 de agosto de 2003 | 18h48

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