Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Brasil sonha em repetir 1989 e construir legado com elenco da Copa América

Maior parte do grupo vencedor há 30 anos participou da conquista do tetracampeonato mundial em 1994

Ciro Campos, enviado especial ao Rio de Janeiro, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2019 | 19h17

A conquista da Copa América neste domingo, no Maracanã, diante do Peru, deu à seleção brasileira a renovação da supremacia como mandante na competição e uma boa perspectiva futura. A equipe sempre foi campeã quando jogou como mandante no torneio e quer agora repetir um outro feito. Assim como nas edição anterior do campeonato disputada em casa, pretende fazer do elenco campeão um time vencedor também nos próximos anos.

Há 30 anos, quando o Brasil havia recebido a competição pela última vez, o título rendeu a maturação de base do elenco do tetracampeonato na Copa de 1994, nos Estados Unidos. Sete jogadores utilizados pelo técnico Sebastião Lazaroni começaram na Copa América a história vitoriosa com a camisa amarela, como os casos de Dunga, Aldair, Jorginho, Mazinho, Branco e, principalmente, Bebeto e Romário.

A dupla de ataque afinou a parceria nos gols e momentos decisivos da Copa América de 1989, vencida também no próprio Maracanã. Bebeto marcou de voleio o gol decisivo contra a Argentina e coube a Romário marcar da cabeça no 1 a 0 sobre o Uruguai, o jogo do título daquela competição. Bebeto tinha 25 anos na época, enquanto o parceiro de ataque tinha apenas 22.

O técnico Tite espera colher os mesmos frutos com o título garantido neste domingo. Jovens como Gabriel Jesus, David Neres, Arthur e Richarlison, todos de 22 anos, Everton, de 23, e Marquinhos, de 25, tiveram a emoção de conquistar pela primeira vez uma taça pela seleção brasileira. Uma experiência importante para a construção de um entrosamento e de uma história deles dentro da equipe.

O mesmo legado é uma expectativa para nomes mais experientes desta seleção. Campeões da última Liga dos Campeões da Europa pelo Liverpool, Alisson e Firmino passam agora a fazer parte das galerias de campeões do País pentacampeão mundial. Philippe Coutinho e Casemiro, jogadores de Barcelona e Real Madrid, respectivamente, também ganham agora um novo status, pois passam a ter um título pelo Brasil.

Para o técnico Tite a importância do título é semelhante. O treinador ganha mais respaldo no cargo e ganha mais experiência de trabalho com cada um desses atletas para o próximo ciclo rumo à Copa do Catar, em 2022. Exceto por veteranos como Thiago Silva, Miranda e Daniel Alves, boa parte do atual elenco desta Copa América terá idade para disputar o próximo Mundial em alto nível. 

Neymar não pode ser esquecido. Apesar de fora da competição por um problema no tornozelo, o atacante do Paris Saint-Germain será um importante componente para o elenco fortalecido após a Copa América, crescer ainda mais na rota rumo ao próximo Mundial.

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