DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Brasil sucumbe diante da Colômbia e perde a 1ª desde a Copa do Mundo

Neymar agride Murillo, leva vermelho e pode pegar longo gancho

Gonçalo Junior, ENVIADO ESPECIAL A SANTIAGO, Estadão Conteúdo

17 de junho de 2015 | 23h16

As circunstâncias da derrota da seleção brasileira para a Colômbia por 1 a 0 vão obrigar a equipe a viver sem Neymar. O capitão levou o cartão amarelo por causa de um toque de mão (seu segundo no torneio) e ainda foi expulso no final do jogo após uma confusão com os colombianos. Com isso, ficará fora da próxima partida, contra a Venezuela, que vale uma vaga na próxima fase. Se o Brasil passar, o melhor jogador da seleção também estará suspenso nas quartas de final. A exemplo da Copa do Mundo, o Brasil está sem Neymar. 

O jogo foi quente, pegado e terminou com uma enorme confusão no centro do gramado do Estádio Monumental, em Santiago. Empurra-empurra, xingamentos e provocações foram reflexo de uma partida tensa. 

O Brasil estava em desvantagem antes mesmo de o jogo começar. Depois de a torcida brasileira ter sido sufocada no primeiro jogo, a diferença de público ontem foi ainda maior ontem. Parecia que a partida era disputada não em Santiago, mas em Bogotá. 

Empurrado, o time colombiano mostrou desenvoltura. Fazia um jogo muito mais agudo do que a estreia sonolenta contra a Venezuela. O quarteto formado por Teo, Falcao, James e Cuadrado garantia ocupação dos espaços e saída rápida para o contra-ataque. Exageradamente, a torcida gritava olé ainda no primeiro tempo, mas isso foi depois gol - ainda não é o momento de falar do gol. 

A torcida estava agoniada, porque o time havia perdido na estreia. Precisava ganhar. Mesmo assim foram os tempos em que a Copa América era um parque de diversões, já houve um 9 a 0 sobre essa mesma Colômbia nos anos amarelados de 1957. 

Os tempos mudaram tanto que Dunga mexeu na defesa. Mesmo depois de ter dito durante a semana que não era o momento de mudar o time. Preocupado com as falhas defensivas da estreia, tirou David Luiz e recolocou Thiago Silva, capitão da Copa que havia perdido o lugar. Adiantou pouco, a equipe continuou dando espaços. O jogo era da Colômbia também dentro de campo. 

Foi aos 35 que o gol saiu. Depois de várias faltas na frente da área, Murillo aproveitou a bola mal rebatida e abriu o placar. Detalhe: quando o lance começou, Falcao estava na linha lateral, cercado por três. Fred fez falta e, na sequência, saiu o gol. 

O Brasil tinha outros problemas. Muitos outros. Faltava velocidade. Como a seleção escolheu atacar pelo meio, tentando as velhas tabelinhas, era facilmente interceptado. Com Firmino e Willian apagados, Neymar tinha de carregar e tocar o piano. O Brasil atacava pouco. 

O gol colombiano produziu espasmos no ataque brasileiro. Ironicamente o motivo de maior preocupação na Copa América veio após a melhor chance do primeiro tempo. Após cruzamento de Daniel Alves, Neymar cabeceou em cima de Ospina. No rebote, ele toca a mão na bola e leva amarelo - nesse instante, já estava suspenso da próxima partida. 

O lance mexeu com Neymar. No segundo tempo, ele não fez nenhuma boa jogada. Dunga colocou Phillipe Coutinho no lugar de Fred e Douglas Costa para substituir Willian. No meio dessas substituições, aos 13, Roberto Firmino chutou por cima com o gol vazio, retrato de um time intranquilo, com pouca criatividade e que, a partir de agora, não terá seu craque. 

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 0 x 1 COLÔMBIA

BRASIL - Jefferson; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Filipe Luís; Fernandinho, Elias (Diego Tardelli), Fred (Philippe Coutinho), Willian (Douglas Costa); Neymar e Firmino. Técnico: Dunga.

COLÔMBIA - Ospina; Zúñiga, Zapata, Murillo, Armero; Valencia (Mejía), Sánchez, Cuadrado, James Rodríguez; Téo Gutiérrez (Bacca) e Falcao Garcia (Ibarbo). Técnico: José Pekerman.

GOL - Murillo, aos 35 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Téo Gutiérrez, Fernandinho, Firmino.

CARTÕES VERMELHOS - Neymar e Bacca.

ÁRBITRO - Enrique Roberto Osses (Fifa/Chile).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Monumental, em Santiago (Chile).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.