Brasil tem 5 ou 6 jogadores melhores que Falcão, diz ala espanhol

Javi Rodríguez coloca 'lenha na fogueira' antes da final, que acontece neste domingo

Pau Ramirez, Efe

18 de outubro de 2008 | 16h04

RIO - O espanhol Javi Rodríguez disse que o ala Falcão está longe de ser o melhor jogador do Brasil, adversário da Espanha na final do Mundial de futsal, no domingo.Veja também:Falcão encara decisão como jogo mais importante da vidaItália vence e Rússia e fica em terceiro no Mundial de futsal Mundial de Futsal - Classificação, calendário e resultadosEm entrevista à Agência Efe, o ala do Barcelona afirmou que respeita todos os jogadores da equipe de PC de Oliveira, mas que Falcão não é o melhor deles. "Tenho todo respeito por Falcão, porque é um grande jogador, mas no Brasil há cinco ou seis melhores que ele. Fico mais preocupado com Lenísio, Vinícius, Schumacher, Marquinho ou Ciço, que são mais importantes e têm mais peso na equipe", afirmou.O capitão da Espanha afirmou à Efe que a equipe entrará em quadra sem nada a perder no domingo. "Não temos nada a perder, pois já chegamos à final. Agora queremos ganhá-la, mas a pressão está toda em cima do Brasil, que é o favorito", disse o jogador, que disputará sua quarta final consecutiva.Rodríguez criticou a decisão da Fifa, que este ano aumentou para 20 o número de equipes no Mundial. O espanhol disse que o nível da competição caiu e ainda alfinetou o ala brasileiro naturalizado russo Pula, autor de nove gols contra as Ilhas Salomão."Acho que isso prejudica o futsal. Não acho que seja normal um jogador que marca nove gols em um dia no qual sua equipe fez 33 termine o Mundial como artilheiro. É uma vergonha e não deveria ser assim", disse."Algumas seleções se podem beneficiar quando enfrentam estas equipes mais fracas, embora não tenha nada contra eles. O problema é que eles nunca jogaram uma partida importante e isto é muito ruim para o futsal", acrescentou.Já em relação aos árbitros, que receberam críticas durante todo o Mundial, Rodríguez disse que "é preciso se conformar com o que há". "A Fifa poderia ter um pouco mais de cuidado, pois às vezes escala árbitros que não têm nem uma liga em seu país", concluiu.

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