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Brasil tem 'grupo reduzido' em etapa final rumo à Copa, diz Mano

A seleção brasileira entrou na terceira e última etapa de preparação para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, segundo o técnico Mano Menezes, que afirmou estar tranquilo com a pressão após a perda do ouro olímpico em Londres e as especulações sobre seu futuro.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 17h09

O treinador, que há dois anos está à frente da seleção, acredita que a base da equipe está se fortalecendo a cada convocação e que suas listas praticamente não surpreendem mais.

"A primeira etapa foi de observação; a segunda, os Jogos Olímpicos, em que tínhamos que sair com boa participação e ideia clara de grupo para formarmos e definirmos uma equipe. Conseguimos isso e temos uma parcela bem clara de quem vai fazer parte do grupo", disse ele em entrevista coletiva nesta quinta-feira, após anunciar os 22 convocados para os próximos amistosos do Brasil.

"Temos grupo reduzido e direcionado...A relação a cada convocação tem 90 por cento daqueles que se imagina que nela estivessem; agora é repetir equipe, mas deixando a porta aberta .. Assim que vamos entrar nessa terceira etapa", acrescentou.

Na lista para os amistosos contra África do Sul e China, nos dias 7 e 10 de setembro, Mano Menezes chamou 9 dos 18 jogadores que conquistaram a medalha de prata em Londres e apresentou duas novidades: o volante Arouca, do Santos, e o goleiro Cássio, do Corinthians.

CRÍTICAS E ESPECULAÇÕES

Nesta terceira fase da seleção, Mano Menezes terá que conviver cada vez mais com pressão e cobranças. O ex-atacante Romário criticou o trabalho do treinador e chamou Mano Menezes de "idiota" e "imbecil".

"Estamos construindo uma seleção com valores claros, não temos ódio contra ninguém e não há motivação externa que não seja a nossa", disse Mano Menezes, que preferiu não comentar as ofensas de Romário. "Quando não tem respeito mútuo, não acho que devemos considerar."

O treinador enfrenta também uma onda de especulações sobre uma possível saída do comando da seleção brasileira a cada tropeço ou má atuação do Brasil na série de jogos até a Copa das Confederações, considerada um teste para o Mundial de 2014.

Esta semana, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, afirmou que o treinador estava mantido no momento e, na quinta-feira, o ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari disse que gostaria de dirigir uma seleção na Copa de 2014.

"Nunca me preocupei com isso, essa não é uma questão que me preocupa e o que me preocupa é estarmos definindo uma seleção", disse ele ao ser questionado se Felipão seria uma ameaça.

"É muito difícil construir uma seleção e é preciso manter convicções. Não tenho nenhum outro tipo de preocupação", acrescentou.

Na nova etapa, Mano Menezes prometeu ainda dar mais chance ao meia-atacante Lucas, recentemente vendido pelo São Paulo ao Paris Saint Germain por 108 milhões de reais. O jogador foi reserva em Londres e teve poucas oportunidades na seleção principal.

"Lucas precisa de uma sequência maior na seleção. Penso em fazer isso com ele como fiz com os outros também e acho que seja justo", revelou.

Outro reserva em Londres, o atacante Alexandre Pato só não foi convocado para os amistosos em razão de mais uma contusão quando estava com seu time, o Milan, da Itália.

A seleção brasileira enfrenta no dia 7 de setembro a África do Sul, no estádio do Morumbi, em São Paulo, e três dias depois joga contra a China, no Estádio Arruda, em Recife.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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