Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Brasil tem um time, garante a dupla Felipão e Parreira

Chefes da seleção dizem que meta era formar uma equipe, definir padrão de jogo e aperfeiçoá-lo

Robson Morelli - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 08h03

RIO - A pergunta que o torcedor se fazia em relação à seleção foi respondida por Felipão nesta Copa das Confederações. A resposta foi dada nas arquibancadas, com boa dose de conivência, algumas ressalvas, mas sem mais aquele enorme ponto de interrogação toda vez que o grupo se reunia para amistosos. Sim, o Brasil agora tem um time.

A Copa das Confederações deu ao torcedor a lista dos 11 jogadores que, em princípio, compõem o time nacional: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar.

Os jogadores, admitem apenas a certeza de que eles estão na frente dos demais que ficaram para trás nesta competição. "Não há nada definido ainda e, em um ano, muitas coisas podem acontecer no futebol. É claro que quem está na Copa das Confederações leva vantagem", disse Julio Cesar.

Felipão e Parreira trabalharam juntos em duas frentes principais, mas haviam outras nesta competição, com a seleção em campo: formar um time e definir um sistema de jogo. Podem parecer básicos esses dois objetivos, mas é fato que a seleção antes de Felipão girava muitos jogadores em todas as posições (foram 12 goleiros convocados por Mano Menezes) e não tinha uma forma clara de atuar.

"Precisávamos ter um time e colocar esse time para jogar. Paralelamente a isso, definimos uma padrão de jogo (4-3-3). Sabemos que ainda estamos longe de quatro ou cinco equipes mais bem preparadas para pensarmos em título de Copa do Mundo, mas ainda temos um ano para isso", admite Felipão.

Parreira também já começa a pensar nos próximos passos. O coordenador técnico defende que todo time precisa trabalhar com metas e fazer tudo o que for preciso para consegui-las. "As nossas metas eram formar um time e definir um padrão de jogo. Fizemos isso. Não podíamos usar esses quase 30 dias e sair da Copa das Confederações sem nada nas mãos. E não estou falando do título. Trabalhamos com objetivos, e eles foram cumpridos."

Na cabeça da comissão técnica, daqui para frente tudo ficará mais fácil. Parreira defende que o Brasil precisa agora apenas de acertos pontuais, checar esse ou aquele jogador que talvez sirva ao grupo e monitorar a maioria dos que jogaram a competição. "Nos sete amistosos, deveremos fazer um trabalho pontual", disse.

Para a Copa do Mundo, em 2006, Parreira convocou 14 jogadores que estiveram com ele na Copa das Confederações de 2005. Esse número subiu para 17 com Dunga, em 2010. Felipão tem tudo para aumentar a marca em 2014.

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