Brasil tenta quebrar tabu contra Hungria

O Brasil disputa nesta quarta-feira amistoso contra a Hungria, às 15h30 (horário de Brasília), com transmissão pela TV Globo, a fim de quebrar uma série de quatro empates consecutivos e um tabu histórico, o de jamais ter vencido o adversário ? em quatro partidas, perdeu três e houve um empate. Além disso, o jogo tem especial valor para o atacante Luís Fabiano, do São Paulo, escalado como titular pela segunda vez na seleção. Ele substituirá Ronaldo e vai fazer dupla com Ronaldinho Gaúcho. ?Vou fazer o possível para confundir a cabeça do técnico?, disse o atleta, certo de que não conseguirá tão cedo uma vaga de titular na equipe. A partida também será marcada por homenagens: a dos organizadores, pela entrada da Hungria na União Européia, e a da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pelos 250 jogos de Zagallo a serviço da equipe, como atleta, treinador e coordenador-técnico, muito embora o confronto de hoje seja o de número 253 da vida de Zagallo na seleção. O Estádio Ferenc Puskás, em Budapeste, receberá 47 mil pessoas e estará lotado. ?Vestir a camisa da seleção é diferente, ainda mais com esse número, a 9, que é usada pelo Ronaldo, um craque?, comentou Luís Fabiano, depois de uma conversa reservada com o técnico Carlos Alberto Parreira. O atacante contou que vai ser inevitável sentir ?um friozinho na barriga? na hora de entrar em campo. ?Mas o friozinho acabará assim que o juiz apitar o início do jogo.? Luís Fabiano atuara pela seleção desde o começo apenas uma vez, contra a Nigéria, em amistoso realizado em junho de 2003, no qual o Brasil venceu por 3 a 0 e ele marcou um gol. Além da ausência de Ronaldo, nem sequer convocado por questões médicas, o Brasil terá o desfalque do zagueiro Lúcio, que se contundiu na rodada do fim de semana do Campeonato Alemão. Ele cederá a vez para Juan, seu companheiro de clube, o Bayer Leverkusen. Parreira também vai aproveitar o amistoso para testar Edmílson como volante e Juninho Pernambucano no meio, na vaga de Renato. Se Edmílson aprovar, estará bem cotado para ocupar vaga de Gilberto Silva no jogo com a Argentina, em junho, pelas Eliminatórias do Mundial de 2006 ? o meia do Arsenal estará cumprindo suspensão na partida com os rivais sul-americanos. Kaká, desta vez, atuará como no Milan, vindo de trás, armando mais as jogadas de ataque. A mudança se deve ao fato de Parreira não ter gostado do rendimento do chamado ?trio de ouro?, formado por Kaká e os dois Ronaldos, nas duas últimas partidas ? empate sem gols com a Irlanda e com o Paraguai. Para o técnico da Hungria, o alemão Lothar Matthaeus, o amistoso contra o Brasil será uma boa oportunidade de ver em ação a equipe que disputará as Eliminatórias do Mundial de 2006 a partir do segundo semestre. Ele, no entanto, aguarda o jogo com expectativa. ?O futebol oferece milagres e espero que minha pequena equipe possa surpreender o gigante brasileiro?, disse o ex-craque da seleção da Alemanha. A Hungria encantou o mundo do futebol 50 anos atrás ao alcançar o vice-campeonato mundial, em disputa com a Alemanha. O país conquistou depois três medalhas de ouro em jogos olímpicos e esteve num outro Mundial pela última vez em 1986, quando nem sequer passou da primeira fase.A equipe brasileira deverá jogar com Dida; Cafu, Juan, Roque Junior e Roberto Carlos; Edmílson, Juninho Pernambucano, Zé Roberto e Kaká; Luís Fabiano e Ronaldinho Gaúcho. O time húngaro está escalado com Babos; Komlosi, Low, Bodnar e Stark; Peto, Molnar, Lisztes e Kenesei; Gera e Torghelle. O técnico é o alemão Lothar Matthaeus.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.