Brasil tenta repetir no Equador atuações de amistosos

O Brasil brilhou no último jogo de 2008 e conseguiu goleada histórica sobre Portugal por 6 a 2, no Distrito Federal. No mês passado, teve grande atuação e não deu chance à Itália, em Londres: 2 a 0. Levando-se em conta os dois últimos resultados, é de se esperar vitória tranquila, às 18 horas (de Brasília), contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias sul-americanas.

EDUARDO MALUF, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 08h46

Seria o mais lógico, não fossem dois empates inesperados contra as fraquíssimas equipes de Bolívia e Colômbia, no Rio, em setembro e outubro. É esse o principal desafio do time comandado por Dunga nesta rodada dupla, que, depois do Equador, põe o Brasil diante do Peru na quarta-feira, em Porto Alegre.

"As seleções da Europa abrem mais o jogo e dão mais espaço", comentou Elano, buscando explicação para os altos e baixos da seleção. "Quando jogamos contra alguns times (de menos expressão), principalmente em casa, eles se fecham demais e dificultam nosso trabalho."

O principal objetivo de Dunga é conseguir superar o bloqueio defensivo de equatorianos e peruanos, que certamente vão jogar atrás. A aposta está no bom momento de Luís Fabiano, o melhor no coletivo de quinta-feira, e na segurança de Julio Cesar, goleiro que atingiu o auge da carreira. "O Equador vai marcar forte e nós temos de criar opções para sair dessa marcação", analisou o treinador.

Duas vitórias deixarão o Brasil, hoje com 17 pontos em 10 jogos, perto de uma vaga na Copa da África do Sul e muito mais tranquilo para as seis partidas que restarão até o fim das Eliminatórias.

Mesmo esboçando um time ofensivo, Dunga não vai deixar de tomar cuidados defensivos, como faz desde que assumiu a seleção, em 2006. Gilberto Silva, seu homem de confiança, e Felipe Melo, que agradou contra a Itália e garantiu lugar entre os titulares, terão a função de marcar forte no meio-de-campo. "Sabemos que não será fácil, porque, além de enfrentar um Equador diante de sua torcida e precisando da vitória, ainda teremos a altitude contra nós", destacou Felipe.

Como de costume, os 2.850 metros de Quito são frequentemente lembrados pelos atletas. Para minimizar seus efeitos, a comissão técnica decidiu passar a noite de sexta-feira e o sábado em Guayaquil, a nível do mar. A delegação embarca para a capital equatoriana apenas na manhã deste domingo.

O confronto, que parecia tranquilo, ganhou tempero com as declarações de Sixto Vizuete. O técnico equatoriano ousou dizer que sua seleção tem mais conjunto que a brasileira e irritou os pentacampeões do mundo.

Kaká, recuperado de lesão no pé esquerdo, mas ainda sem condições físicas ideais, nem seguiu com a delegação para o Equador. Com isso, Ronaldinho, em má fase, tem nova chance entre os titulares.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolEliminatóriasBrasilEquador

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.