EFE/Juan Carlos Cárdenas
EFE/Juan Carlos Cárdenas

Brasil tenta resgatar prestígio perdido na Copa do Mundo

Seleção pega o Paraguai por vaga nas semis da Copa América

Almir Leite e Gonçalo Júnior, enviados especiais a Concepción, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2015 | 07h00

O adversário da seleção brasileira neste sábado, às 18h30 (horário de Brasília), pelas quartas de final da Copa América, não é só o Paraguai. A equipe também enfrenta a desconfiança após a saída de Neymar e a pressão para resgatar o prestígio depois da Copa do Mundo. O jogo é o primeiro eliminatório de Dunga desde seu retorno. 

Na última sexta, o treinador se mostrou incomodado com a pressão e defendeu seus comandados, fazendo referências às gerações anteriores da seleção. “Eles (os jogadores) têm uma pressão muito grande depois da Copa. Se a seleção boa não ganhou, como colocar uma pressão na ruim? Temos de olhar o futebol de um jeito diferente. Técnica e talento são bons, mas não o suficiente para escolher um time”, afirmou o treinador.

 

A pressão é mais aguda porque a equipe tem vários desfalques em relação ao ideal, como Danilo, Luiz Gustavo e o próprio Neymar, e vai enfrentar um rival cascudo, invicto na Copa América e responsável pela eliminação do Brasil em 2011, na disputa por pênaltis. 

Dunga não deu pistas sobre a escalação, mas afirmou que vai levar em consideração o aproveitamento dos jogadores e as particularidades do Paraguai. “Fizemos treinos pensando em como a seleção joga, seus pontos fortes, adversário e também sobre situações de jogo.” 

O lateral Filipe Luis afirmou que o treinador evoluiu nos últimos anos. “Entramos em campo muito mais preparados, sabendo o que o adversário vai fazer. Não temos surpresa.” A seleção realizou dois treinamentos fechados - um em Santiago e outro em Concepción - por “questão de privacidade”, na visão do técnico. A tendência é que ele faça apenas uma alteração em relação à equipe que venceu a Venezuela. Fred pode entrar no lugar de Philippe Coutinho para dar maior poder de marcação. Outra opção é improvisar David Luiz como volante, também no lugar do meia. Essa alternativa foi testada no último jogo. 

Robinho e Willian foram bem ao substituir Neymar, armando as jogadas e se aproximando da área para finalizar. Por isso, serão mantidos. A zaga deve ter Thiago Silva e Miranda. 

CONSTRUÇÃO

nquanto a seleção se preparava para o último treino antes do jogo, nas outras áreas do estádio Ester Roa o barulho era intenso. Furadeiras, martelos e geradores de energia confirmavam que ainda havia muito o que fazer antes da estreia do Estádio Ester Roa, reconstruído para a Copa América.

Mas a obra atrasou bastante. Não houve tempo para evento-teste. Outro problema foram as greves dos operários da construção civil. O estádio teve até sua inclusão na competição ameaçada e isso forçou inclusive um adiamento da definição das sedes. Por fim, foi garantido, mas só agora, na fase de quartas de final, começa a ser utilizado.

A reconstrução do Ester Roa, um estádio municipal, consumiu declarados US$ 50 milhões - cerca de R$ 155 milhões. Na quinta-feira, mesmo ainda em obras, foi reinaugurado pela presidente Michele Bachellet. É um dos mais modernos e bonitos do Chile. Mas quando se chamava Callao foi usado como palco para atos de tortura do regime militar comandado pelo general Augusto Pinochet.


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