Paul Childs/Reuters
Lucas Moura e Firmino em disputa de bola. Paul Childs/Reuters

Brasil tenta retomar protagonismo na final da Liga dos Campeões

Com Firmino, Alisson e Fabinho no Liverpool e Lucas Moura no Tottenham, País tem seus candidatos a heróis colocados à prova na decisão em Madri

Rafael Franco, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2019 | 04h30

Autor de três gols na incrível vitória por 3 a 2 sobre o Ajax, em Amsterdã, palco da virada espetacular que levou o Tottenham à final da Liga dos Campeões, Lucas Moura resgatou um protagonismo que há tempos não era visto com tamanho brilho com um jogador brasileiro no principal interclubes do Velho Continente. E neste sábado, às 16 horas (de Brasília), no estádio Wanda Metropolitano, em Madri, o Brasil estará representado em campo por quatro atletas do País na decisão entre o clube de Londres e o Liverpool no clássico inglês que definirá o novo "dono do futebol europeu".

Com sua atuação épica na Holanda pelas semifinais, Lucas despontou como forte candidato a herói de um sonhado título que o Tottenham nunca conquistou. Pelo lado do time da terra dos Beatles, o também atacante Roberto Firmino terá a chance de ser decisivo como integrante do poderoso trio ofensivo que forma com o egípcio Salah e o senegalês Mané. 

Já na parte defensiva, a equipe dirigida por Jürgen Klopp tem o goleiro Alisson e o volante Fabinho, ambos em boa fase, como outros brasileiros que poderão fazer a diferença para que o Liverpool conquiste o seu sexto título europeu e se isole como terceiro maior vencedor da história da Liga dos Campeões. Hoje o clube divide esta honraria com Barcelona e Bayern de Munique, também detentores de cinco taças cada da competição mais almejada do continente. À frente destes gigantes figuram apenas o Real Madrid, recordista absoluto, com 13 troféus, e o Milan, com sete.

O Real, por sinal, teve Marcelo e Casemiro como peças importantes da engrenagem que fez o clube conquistar um histórico tricampeonato europeu com os títulos consecutivos nas três temporadas anteriores. Eficiente na marcação, o volante da seleção brasileira fez até gol na vitória por 4 a 1 sobre a Juventus na final da competição em 2017, assim como o lateral-esquerdo deixou a sua marca no triunfo pelo mesmo placar sobre o Atlético de Madrid que deu outro troféu continental ao Real em 2014.

Desde 2015, porém, que um atacante brasileiro não marca um gol em uma final da Liga dos Campeões. Isso ocorreu pela última vez quando Neymar fechou o placar da vitória por 3 a 1 sobre a Juventus que deu ao Barcelona, em Berlim, a sua última taça desta competição.

"Estamos precisando de protagonistas brasileiros. E quando se fala em protagonismo, eu vejo sim uma carência que nós não estávamos acostumados a ver. O Brasil sempre foi referência no futebol mundial, com seus jogadores nas principais ligas, nas principais competições, e isso não tem sido uma constante nos últimos anos", afirmou o ex-lateral -esquerdo Fábio Aurélio, em entrevista ao Estado, com a experiência de quem defendeu o Liverpool entre 2006 e 2012. 

"Até mesmo o Neymar, um dos grandes protagonistas atuais do futebol mundial, vem passando por situações complicadas. A imagem dele não vem sendo muito bem falada, desde a Copa, com ele sendo chamado de 'cai-cai',  e agora com outras coisas que aconteceram com ele", reforçou o ex-jogador brasileiro, se referindo a episódios polêmicos envolvendo o astro do PSG, entre os quais a agressão do atacante a um torcedor após a derrota para o Rennes na decisão da última Copa da França. 

 

Contemporâneo de Neymar, com o qual chegou a dividir as atenções como os dois principais nomes de seleções brasileiras de base, Lucas disputará neste sábado o grande jogo da sua vida. Da mesma maneira esta partida é encarada por Alisson no Liverpool, mesmo com o fato de ele ter sido o goleiro titular do Brasil na Copa do Mundo de 2018.

"Quando acabou o Campeonato Inglês, tínhamos 20 dias de preparação para a final da Liga dos Campeões. Não estou conseguindo esperar. Desejo muito jogar esta grande partida. É a mais importante da minha carreira", disse o brasileiro nesta semana.

FIRMINO DE VOLTA

No ataque do Liverpool, Firmino deve ser escalado por Klopp como titular neste sábado depois de ter disputado a sua última partida pela equipe no dia 1º de campo, quando esteve em campo por poucos minutos durante o jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões, contra o Barcelona, que terminou em derrota do time inglês por 3 a 0, no Camp Nou. Na sequência, ele ficou fora de três partidas: o duelo de volta contra a equipe espanhola e os confrontos diante de Newcastle e Wolverhampton, pelas duas últimas rodada do Campeonato Inglês.  

Ao ser questionado sobre a situação de Firmino em entrevista coletiva concedida no palco da decisão nesta sexta, o comandante alemão avisou: "Ele está pronto, ele está treinado, ele está aqui e, se nada aconteceu do momento em que ele deixou o avião (e desembarcou em Madri) até agora, o que eu não vi deste então, ele estará bem para jogar".

Pelo lado do Tottenham, o técnico Mauricio Pochettino evitou confirmar a escalação de Harry Kane, mas a tendência é a que coloque o atacante entre os 11 titulares, pois o jogador treinou normalmente nesta sexta. "Não sei se ele começará jogando. Vamos ter outro treino ainda e aí vamos decidir", avisou o comandante.

Artilheiro do time nas últimas temporadas, Kane sofreu uma lesão no ligamento lateral do tornozelo esquerdo no dia 9 de abril, no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, contra o Manchester City. 

OUTROS HERÓIS BRASILEIROS

Fato raro nesta década em finais de Liga dos Campeões, o protagonismo destacado de jogadores brasileiros ocorreu por várias vezes em decisões do torneio nos primeiros anos deste século. Em 2003, por exemplo, o Milan que tinha Kaká, Rivaldo, Serginho e Roque Junior em seu elenco viu Dida pegar três pênaltis contra a Juventus para garantir o título contra a rival Juventus após empates por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, no estádio Old Trafford, em Manchester.

No ano seguinte, em Gelsenkirchen, na Alemanha, os meias brasileiros Carlos Alberto e Deco, este naturalizado português, fizeram os dois primeiros gols do Porto na vitória por 3 a 0 sobre o Monaco que assegurou o título europeu ao clube português.

Pouco depois disso, em 2006, o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho superou o Arsenal por 2 a 1, de virada, no Stade de France, graças a um gol marcado por Belletti no final do segundo tempo para faturar a taça da Liga dos Campeões.

Em 2007, ano em que foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, Kaká não fez gol pelo Milan no triunfo por 2 a 1 sobre o Liverpool na final em Atenas, mas terminou a competição como maior artilheiro, com dez gols, e foi o principal destaque daquela campanha.

Assim como em 2007, nenhum brasileiro marcou gol na vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique que deu o título europeu à Inter de Milão em 2010, em Madri, mas vale lembrar que aquele time dirigido por José Mourinho tinha o goleiro Julio Cesar, o zagueiro Lúcio e o lateral Maicon em seu sólido setor defensivo que ainda contava com os argentinos Samuel e Zanetti.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Estreante em final, Tottenham igualará feito raro na Europa se faturar título

Clube tem a chance de se tornar o sexto time a ter vencido os três principais torneios da Uefa

Rafael Franco, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2019 | 04h30

Embora seja um estreante na decisão de uma Liga dos Campeões, o Tottenham não pode ser considerado um time sem tradição continental vitoriosa, pois conquistou por duas vezes a Copa da Uefa, hoje chamada de Liga Europa, com os títulos de 1972 e 1984. Além disso, o clube de Londres ganhou em 1963 a então chamada Cup Winners' Cup, que ficou conhecida no Brasil e em outros países como  Recopa Europeia, quando esta competição reunia várias equipes vencedoras de taças nacionais.

E caso supere o Liverpool na final que começa às 16 horas (de Brasília) deste sábado, no estádio Wanda Metropolitano, em Madri, o Tottenham igualará um feito raro no Velho Continente. Se triunfar, o time de Harry Kane e Lucas Moura vai se tornar o sexto clube da história a ostentar títulos das três principais competições organizadas pela Uefa.

Nem mesmo o Liverpool, pentacampeão europeu, está entre os cinco times que já ergueram todas as principais taças da entidade. Hoje integram este seleto rol apenas a Juventus, primeiro clube a obter este feito, o Ajax, o Bayern de Munique, o Chelsea e o Manchester United.

Vale lembrar que o Liverpool conquistou em 1977 o título da Supercopa da Uefa, hoje considerada o terceiro torneio mais importante do continente e cujo título é decidido anualmente entre os atuais vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa da temporada anterior. Há 42 anos, porém, a Supercopa era realizada paralelamente à Recopa Europeia e tinha um status inferior ao que possui hoje.

Desta forma, a Uefa não considera aquele troféu do Liverpool como um dos três do seu primeiro escalão. E a Supercopa se tornou o terceiro torneio de clubes mais importante do continente a partir de 2000, após a última edição da Recopa ter sido realizada na temporada 1998/1999 - esta tradicional competição começou a ser jogada em 1960. 

Confira os títulos dos únicos clubes que ganharam os três principais torneios da Uefa:

Juventus 

Liga dos Campeões, em 1985 e 1996

Copa da Uefa (hoje Liga Europa), em 1977, 1990 e 1993

Recopa Europeia, em 1984

Ajax

Liga dos Campeões, em 1971, 1972, 1973 e 1995

Copa da Uefa (hoje Liga Europa), em 1992

Recopa Europeia, em 1987

Bayern de Munique

Liga dos Campeões, em 1974, 1975, 1976, 2001 e 2013

Copa da Uefa (hoje Liga Europa), em 1996

Recopa Europeia, em 1967

Chelsea

Liga dos Campeões, em 2012

Liga Europa, em 2013 e 2019

Recopa Europeia, em 1971 e 1998

Manchester United

Liga dos Campeões, em 1968, 1999 e 2008

Liga Europa, em 2017

Recopa Europeia, em 1991

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tottenham x Liverpool: onde assistir ao vivo a final da Liga dos Campeões

Clássico inglês será realizado neste sábado, em Madri e decidirá a Champions League

Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2019 | 17h23

Tottenham e Liverpool fazem neste sábado, às 16h (horário de Brasília), a grande final da Liga dos Campeões da Europa 2018/2019 no estádio Wanda Metropolitano, casa do Atlético Madrid. Esta será a quinta decisão da maior competição de clubes da europa na Espanha. Todas as outras foram no Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

Transmissão de Tottenham x Liverpool

Tottenham x Liverpool terá transmissão ao vivo pelos canais TNT, Facebook da Esporte Interativo e EI Plus. O jogo também terá minuto a minuto do Estado

Tottenham x Liverpool: escalação

Tottenham: Lloris; Trippier, Alderweireld, Vertonghen, Danny Rose; Sissoko, Dele Alli, Eriksen; Lucas, Son e Harry Kane.

Liverpool: Alisson; Alexander-Arnold, Van Dijk, Matip, Robertson; Henderson, Fabinho, Wijnaldum; Salah, Mané e Roberto Firmino. 

Pelo oitavo ano consecutivo, a final também será exibida em salas de cinema de todo o país. Serão 189 salas, que vão transmitir o jogo por meio da tecnologia Cinelive, em redes como Cinemark, Cinépolis, Kinoplex e UCI. Alguns locais inusitados pelo Brasil também terão telões exibindo a partida, entre eles, a estação Paraíso do Metrô, em São Paulo, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e o Centro Comercial Boulevard, em Brasília.

O Tottenham busca seu primeiro título da Liga dos Campeões embalado pela classificação heroica conquistada contra o Ajax, graças aos três gols marcados pelo brasileiro Lucas Moura. O técnico Mauricio Pochettino ganhou um reforço especial para o confronto inglês: Harry Kane. Entretanto, o treinador adota mistério e prefere não confirmar a presença do jogador. Artilheiro do time nas últimas temporadas, o jogador estava machucado desde o início de abril, quando sofreu uma lesão no ligamento lateral do tornozelo esquerdo. 

Já o Liverpool tem uma chance de se recuperar do vice-campeonato da última temporada, quando perdeu para o Real Madrid por 3 a 1. Campeão em 1977, 1978, 1981, 1984 e 2005, a equipe da terra dos Beatles busca seu sexto título no torneio. Os comandados de Jürgen Klopp garantiram lugar na decisão depois de eliminarem o poderoso Barcelona com um 4 a 0, no Anfield. Depois de ser substituído aos 30 minutos do primeiro tempo em 2018, após falta de Sergio Ramos, Salah espera ter melhor sorte este ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Liga dos Campeões termina com premiação total de R$ 8,55 bilhões e brilho da rica Inglaterra

Pela 1ª vez desde 2013 sem Messi ou Cristiano Ronaldo em decisão, torneio teve distribuição recorde de dinheiro

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2019 | 04h30

A mais rica de todas as edições da Liga dos Campeões da Europa chega ao fim neste sábado, em Madri, com o duelo entre Tottenham e Liverpool, clubes da mais rentável liga de futebol do mundo, a inglesa, que detém nove dos 20 times mais ricos do planeta e ofuscou até mesmo o talento de Messi e Cristiano Ronaldo nesta temporada.

São eles os protagonistas de uma Liga dos Campeões que teve elevada em 26% a premiação distribuída entre os 32 clubes participantes da fase de grupos. Desse modo, na temporada 2018/2019, a Uefa dividiu um bolo de 1,95 bilhão de euros (R$ 8,55 bilhões, na cotação atual).

A entidade compartilha valores de acordo com o desempenho prévio dos clubes nos últimos dez anos nas suas competições, outra parcela pelos direitos de transmissão e uma parte final relativa ao desempenho esportivo na atual edição da Liga dos Campeões.

Nessa partilha, a Uefa deu 15,25 milhões de euros (R$ 66,9 milhões) para cada time que entrou na fase de grupos. A partir do início dessa etapa, a divisão se deu pelos resultados em campo, com cada triunfo nesta etapa rendendo 2,7 milhões de euros (R$ 11,8 milhões), com 900 mil euros (R$ 3,95 milhões) por empate, sendo que cada igualdade provocou a divisão de mais 900 mil euros entre os 32 times dessa fase.

Como o Tottenham teve duas vitórias, dois empates e duas derrotas na fase de grupos da Liga dos Campeões, recebeu, por esse desempenho, 7,2 milhões de euros (R$ 31,6 milhões). Já o Liverpool, com três triunfos e três derrotas, faturou 100 mil euros a menos - 7,1 milhões de euros (R$ 31,1 milhões).

Já o desempenho no mata-mata rendeu 47 milhões de euros (R$ 206 milhões) para cada finalista. Foram 9,5 milhões de euros (R$ 41,7 milhões) pela conquista da vaga nas oitavas de final, 10,5 milhões de euros (R$ 46 milhões) pela classificação às quartas de final, 12 milhões de euros (R$ 52,6 milhões) por terem disputado as semifinais e mais 15 milhões pela presença na decisão em Madri. E essa premiação vai engordar as receitas de dois clubes que na última temporada superaram as 100 milhões de libras de lucro (cerca de R$ 495 milhões), de acordo com seus balanços financeiros.

Já a final renderá ao campeão um extra de "apenas" 4 milhões de euros (R$ 17,5 milhões). Mas deve alavancar receitas muito maiores, como destaca Carlos Aragaki, sócio do departamento de esportes da BDO. Na avaliação dele, a segunda participação consecutiva em uma decisão da Liga dos Campeões deverá fazer o Liverpool saltar da sétima posição, com 513 milhões de euros (R$ 2,25 bilhões), no ranking de receitas entre os clubes do mundo para a quinta quando os próximos balanços forem divulgados. "As receitas de publicidade e propaganda vão fortalecer as receitas do Liverpool, alavancando bons parceiros pelo desempenho esportivo", afirma Aragaki.

A lista de clubes com maior faturamento tem o Tottenham na décima posição, com 428 milhões de euros (R$ 1,877 bilhão). O clube recentemente inaugurou o seu estádio, mas, na avaliação de Aragaki, atuar em Wembley e o início da parceria com a Nike explicam o seu recente êxito financeiro. "Jogar em Wembley alavancou as receitas do Tottenham. O contrato com a Nike também os ajudou muito. Eles têm a maior loja da Nike do mundo, com 7 mil metros quadrados", diz o especialista.

Assim, mesmo atrás em receita dentro do próprio país para clubes os de Manchester, o United e o City, Liverpool e Tottenham conseguiram a classificação à final da Liga dos Campeões, suplantando gigantes como Barcelona, Real Madrid e a Juventus de Cristiano Ronaldo. "O futebol inglês está sobressaindo aos demais clubes, ter 45% dos 20 times mais ricos do mundo é muito significativo", comenta o sócio da BDO.

Com Tottenham e Liverpool, a Liga dos Campeões tem a sua primeira final desde 2013, quando o Bayern de Munique passou pelo Borussia Dortmund, sem a presença de Messi ou Cristiano Ronaldo, suplantados por times que nunca tiveram jogadores escolhidos pela Fifa como melhores do mundo, mas que compõe a mais rica liga de futebol do planeta.

Esse cenário pode indicar uma prevalência da tática bem estruturada por Maurício Pochettino, no Tottenham, e Jürgen Klopp, no Liverpool, diante da qualidade individual. "O talento vai decidir, mas não decide sempre. A estrutura tática existe para esse momento", pondera Roger Machado, técnico do Bahia.

Nas semifinais, inclusive, esses times avançaram sem contar com alguns dos seus principais jogadores nas partidas decisivas: Salah e Firmino, no Liverpool, além de Harry Kane, no Tottenham. "A gente valoriza muito mais a ação individual, sem entender que aquilo faz parte de uma engrenagem", concluiu o treinador.

Nesta temporada, sairá da engrenagem da mais rica liga nacional do mundo o próximo campeão europeu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.