Brasil terá o apoio de 100 torcedores

A seleção de Carlos Alberto Parreira contará com o apoio de exatamente 100 torcedores nas arquibancadas do Hong Kong Stadium. Ninguém que se arriscou a sair do País para viajar 24 horas e chegar à Ásia só para ver o jogo desta quarta-feira. Todos vivem na ilha ou nos arredores e já adquiriram ingresso.A maioria mora em Hong Kong e alguns vão sair de Xangai, Macau e regiões próximas. As entradas foram adquiridas pela Associação Brasil-Hong Kong, comandada por brasileiros da ilha asiática, e, em seguida, revendidas aos interessados.Atualmente, há 200 brasileiros vivendo em Hong Kong, onde trabalham para multinacionais ou empresas brasileiras. Eles costumam se encontrar com freqüência para matar saudade do português e falar do Brasil. E, claro, comer picanha, tomar caipirinha... Há um mercado que importa carne do Brasil, é possível, em alguns lugares, encontrar o Guaraná. A cultura, no entanto, é totalmente diferente."Nosso grupo se reúne, em média, uma vez por mês", conta Mariza Moreira, empresária que mora com o marido e o filho e coordena a Associação Brasil-Hong Kong. "Celebramos dois feriados nossos, o carnaval e o 7 de setembro", acrescenta. "Fechamos uma casa e convidamos bastante gente." Para o carnaval deste ano, que só será comemorado em março, a expectativa é de que haja 300 pessoas, inclusive hong-kongoneses.Paulo Ferreira, representante do Banco do Brasil, transferiu-se para a ilha em meados do ano passado, com a mulher e os filhos. A família está bem adaptada e não fala em voltar ao País. O mesmo ocorre com Pedro Santos, que trabalha para uma empresa exportadora de couro do Paraná.Ele está em Hong Kong, com a mulher, há cinco anos.Os grupos que enviam seus profissionais à ilha costumam oferecer o aluguel do apartamento e a escola dos filhos. Caso contrário, seria difícil aceitar a proposta. Para se viver num apartamento de 100 m2, é necessário desembolsar cerca de US$ 2 mil por mês. Uma escola primária cobra US$ 500 mensais.No restante, porém, garantem os brasileiros, não há do que reclamar. "Um aspecto importantíssimo aqui é o da segurança, a gente não precisa se preocupar, tenho um filho pequeno e, mesmo assim, fico tranqüila", observa Mariza. "Só voltarei ao Brasil um dia por causa da família e dos amigos. Caso contrário, nunca mais moraria lá."

Agencia Estado,

08 de fevereiro de 2005 | 11h09

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