Brasil terá primeiro rival africano em mata-matas

O jogo contra Gana, na terça-feira, às 12 horas (de Brasília), em Dortmund, será a primeira partida da seleção brasileira contra uma equipe africana em duelos de mata-mata em Copas do Mundo. Até agora, em jogos eliminatórios, o Brasil só enfrentou rivais europeus, sul-americanos e uma seleção da Concacaf: os Estados Unidos, nas oitavas-de-final em 1994.Até agora, o Brasil tem 100% de aproveitamento em confrontos contra seleções africanas em Mundiais, com quatro vitórias em quatro jogos - sempre na primeira fase.Os primeiro confronto foi o mais complicado. Em 1974, na Alemanha Ocidental, o Brasil chegou à última rodada precisando vencer o Zaire por três gols de diferença para se classificar, após empates sem gols com Iugoslávia e Escócia. Fez 3 a 0, com gols de Jairzinho, Rivellino e Valdomiro - o último, aos 34 minutos do segundo tempo.Em 1986, o Brasil sofreu para bateu a Argélia por 1 a 0, com gol de Careca no segundo tempo. Em 1994, marcou 3 a 0 sobre Camarões - Romário, Bebeto e Márcio Santos marcaram.O último encontro com uma seleção africana foi em 1998, na França: 3 a 0 sobre o Marrocos, com um gol de Ronaldo, um de Rivaldo e outro de Bebeto. Além do atacante, estavam em campo, do atual grupo, os laterais Cafu e Roberto Carlos, que eram titulares, e o volante Zé Roberto, que estava no banco e não entrou naqueça partida.Dupla morte súbitaSe para a seleção principal os confrontos contra africanos não costumam trazer problemas em Copas do Mundo, os duelos de mata-mata contra africanos ocorridos nas últimas duas Olimpíadas de que o Brasil participou trazem más lembranças na morte súbita.Em 1996, em Atlanta, o Brasil perdeu para a Nigéria nas semifinais por 4 a 3, depois de estar vencendo por 3 a 1 no tempo normal. Nesse time, dos jogadores que estão na Copa do Mundo, estavam Dida, Roberto Carlos e Ronaldo. Quatro anos mais tarde, em Sydney, o Brasil enfrentou Camarões nas quartas-de-final, com Lúcio e Ronaldinho Gaúcho em campo, e perdeu por 2 a 1, depois que dois jogadores da seleção africana haviam sido expulsos. Nos dois casos, se serve de consolo, os africanos que superaram o Brasil ficaram com a medalha de ouro.

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