Wilton Júnior/ Estadão
Wilton Júnior/ Estadão

Brasil vence o Peru no Engenhão e está na final da Copa América

Gol da vitória da seleção brasileira foi marcado por Lucas Paquetá, no primeiro tempo. Equipe comandada por Tite aguarda Argentina ou Colômbia na decisão, marcada para sábado, às 21h, no Maracanã

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2021 | 22h25

O Brasil está, pela segunda vez consecutiva, na final da Copa América. Diferentemente de 2019, quando havia certa empolgação com a seleção, agora Tite e seus comandados chegam à decisão de um torneio que não queriam disputar, em meio a uma pandemia que já matou mais de 525 mil brasileiros. A classificação para a final veio após vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nesta segunda-feira, no Engenhão.

A decisão será sábado, novamente no Rio, só que no Maracanã. O Brasil vai enfrentar o vencedor da outra semifinal, que será disputada nesta terça-feira, em Brasília, entre Argentina e Colômbia. Neymar já disse que prefere os argentinos na decisão.

A final será entre o país que aceitou receber a competição de última hora contra um dos dois que negaram o torneio (a Colômbia por causa de uma crise social e a Argentina devido ao avanço da pandemia). A seleção buscará o seu décimo título continental – o segundo seguido. Essa é a sexta vez que o País sedia a Copa América e em todas as edições anteriores o Brasil foi campeão.

Apesar da insatisfação pública dos jogadores e da comissão técnica com a Copa América, a seleção brasileira chega à final invicta, com uma campanha de destaque. Em seis jogos, foram cinco vitórias e um empate. Foram raros os momentos em que o Brasil passou algum aperto ao longo da competição, tanto na primeira fase como a partir das quartas de final.

Nesta segunda-feira, por exemplo, muito da vitória do Brasil foi conquistada graças à boa conexão entre Neymar e Lucas Paquetá. Assim como já havia ocorrido nas quartas de final diante do Chile, o gol saiu de uma boa troca de passes entre os dois. Paquetá, inclusive, soube aproveitar muito bem a oportunidade dada por Tite, que o escalou entre os titulares na vaga de Gabriel Jesus, suspenso.

O Brasil dominou o começo do jogo, abriu espaços no meio da defesa peruana e pressionou muito o adversário. O goleiro Ederson, por exemplo, foi mero espectador durante praticamente todo o primeiro tempo.

Depois de várias tentativas, o gol do Brasil saiu aos 34 minutos do primeiro tempo. Após vacilo na saída de bola do Peru, Neymar invadiu a área, deu uma caneta em Callens e tocou para Paquetá, de primeira, estufar a rede com estilo.

No segundo tempo, o Brasil acabou relaxando a marcação e, com isso, deu campo de jogo para o Peru. Visivelmente cansada, a seleção brasileira diminuiu a intensidade e o jogo caiu de qualidade. O Peru rondava a área de Ederson, mas tinha dificuldades para criar.

O Brasil apostava principalmente nas bolas lançadas para Neymar, na tentativa de pegar a defesa peruana desprotegida. Foi, então, que o Peru começou a fazer um rodízio de faltas no craque brasileiro. Bastava Neymar encostar na bola para que um defensor chegasse junto com força para derrubá-lo.

Neymar, no entanto, estava sobrecarregado porque Everton Cebolinha pouco participava do jogo. O ex-gremista mal encostava na bola e era apenas um figurante em campo.

Tite mexeu no time e tirou o atacante para a entrada de Everton Ribeiro, aos 24 minutos. Além de renovar a força ofensiva da equipe, a mudança também alterou a maneira de a seleção jogar. Com Everton Ribeiro em campo, o Brasil teria mais posse de bola, na tentativa de segurar as investidas do Peru. Até certo ponto, a estratégia deu certo. Mas, nos minutos finais, o time passou a jogar sem organização e os peruanos fizeram ainda mais faltas. O Brasil, no entanto, soube se segurar até o apito final.

Lucas Paquetá, porém, preocupa para a grande decisão. O jogador recebeu uma falta dura e, machucado, precisou ser substituído. 

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 0 PERU

Brasil: Ederson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi (Militão); Casemiro, Fred (Fabinho) e Lucas Paquetá (Douglas Luiz); Everton (E. Ribeiro), Richarlison (Vini Jr.) e Neymar. Técnico: Tite.

Peru: Gallese; Corzo (Lora), Santamaría, C. Ramos (R. García), Callens e Trauco (M. López); Tapia (Távara), Yotún, Peña e Cueva; Lapadula. Técnico: Ricardo Gareca. 

Árbitro: Roberto Tobar (CHI). 

Cartões: Vini Jr., Marcos López e Yotún. 

Local: Engenhão.

Gol: Lucas Paquetá, aos 34 do 1.º Tempo.

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