Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Brasil vence o Uruguai, mantém 100% nas Eliminatórias e ganha opções

No primeiro grande teste, seleção brasileira faz dois gols no primeiro tempo e vence em Montevidéu

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 21h56

Em seu primeiro grande teste na disputa por uma vaga na Copa do Mundo de 2022, a seleção brasileira mostrou força ao vencer o Uruguai por 2 a 0 no Estádio Centenário, em Montevidéu. A equipe de Tite segue como a única com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas, com quatro vitórias. A competição será retomada no fim de março de 2021, quando o Brasil terá pela frente mais dois grandes desafios: confrontos com Colômbia e Argentina.

Após vencer três seleções mais fracas - Venezuela, Peru e Bolívia, o Brasil foi a Montevidéu para provar sua força no continente. Com desfalques importantes, incluindo as principais estrelas Neymar e Philippe Coutinho, o time marcou dois gols no primeiro tempo e teve tranquilidade na etapa final para segurar o resultado positivo.

A partida começou elétrica. Logo aos dois minutos, Gabriel Jesus recebeu pela direita, chutou cruzado e viu Campaña fazer grande defesa. O Uruguai respondeu rapidamente: aos quatro, Darwin Núñez tabelou com De La Cruz e mandou uma bomba que explodiu no travessão. A seleção celeste não tinha seu principal artilheiro, Luis Suárez, infectado pelo coronavírus.

O jogo perdeu intensidade com o passar do tempo, e o Brasil quase não conseguia criar. O Uruguai era melhor em campo, mas também pouco assustava. Até que, aos 33, Arthur chutou de fora da área, a bola desviou e entrou. A jogada nasceu pelo lado direito com Éverton Ribeiro, que herdou a camisa 10 de Neymar e foi um dos destaques brasileiros neste dois jogos das Eliminatórias.

Outro jogador que se destacou foi Renan Lodi, que assumiu a lateral-esquerda da seleção aos 22 anos e faz ótimo início de Eliminatórias. O jogador do Atlético de Madrid recebeu escanteio curto e cruzou na medida para Richarlison ampliar, aos 44. Ainda antes do intervalo, o Uruguai acertou novamente o travessão de Ederson, em cabeçada de Godín.

O resultado obtido no primeiro tempo deu tranquilidade para a seleção na etapa final. Mais do que isso, Tite percebeu que o esquema 4-4-2 funcionou melhor do que o 4-1-4-1. Foi a partir da troca de posicionamento dos jogadores que o Brasil construiu a vitória. Jesus saiu da ponta para encostar em Firmino como centroavante, e Éverton Ribeiro ficou mais fixo pela direita.

O segundo tempo foi mais "arrastado", sem grandes chances. A vida da seleção brasileira ficou mais fácil a partir dos 26 minutos, quando Cavani foi expulso. O atacante uruguaio pisou no tornozelo de Richarlison e recebeu o cartão vermelho após o árbitro revisar o lance no monitor - ele havia advertido apenas com o amarelo.

O Uruguai até chegou a balançar a rede brasileira logo depois da expulsão, com Cáceres, após cobrança de escanteio e bate-rebate na área. O lance, porém, foi anulado por impedimento. Os jogadores uruguaios pressionaram o juiz em campo, mas o árbitro de vídeo confirmou a posição irregular.

O Brasil, por sua vez, passou a tentar explorar os contra-ataques. Tite demonstrou estar satisfeito e não mexeu na equipe. Apenas Everton Cebolinha entrou pouco antes da expulsão de Cavani. Após o Brasil ficar com um jogador a mais, o treinador só realizou outra substitução nos minutos finais.

A seleção brasileira encerrou bem a participação em jogos oficiais em 2020. Além de manter os 100% de aproveitamento, a equipe ganhou opções para as próximas partidas e viu Renan Lodi se consolidar. Éverton Ribeiro mostrou que pode ser boa opção até mesmo entre os titulares e Arthur retornou ao meio de campo e fez seu primeiro gol. 

FICHA TÉCNICA

URUGUAI X BRASIL

URUGUAI: Campaña; Cáceres, Giménez, Godín e Oliveros; Nández, Torreira (Arambarri), Betancur (Brian Rodríguez) e De La Cruz (Jonathan Rodríguez); Núñez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez. 

BRASIL: Ederson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Douglas Luiz (Bruno Guimarães), Arthur e Éverton Ribeiro (Lucas Paquetá; Gabriel Jesus, Richarlison (Everton) e Firmino. Técnico: Tite.

Gols: Arthur, aos 33, e Richarlison, aos 44 do 1º tempo.

Cartões amarelos: Douglas Luiz, Giménez, Richarlison, Nández e Cáceres.

Cartão vermelho: Cavani.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile).

Local: Centenário, em Montevidéu.

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