Nilton Fukuda/Estadão
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Brasil virou uma seleção comum

Passamos a ser uma seleção que ganha com dificuldades e que perde com mais frequência

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 05h00

Por mais que nos apeguemos aos feitos de nossas conquistas, temos de começar a entender e admitir que a seleção é um time comum. Vai ser sempre reverenciada pelos cinco títulos e por um ou outro jogador genial, como Neymar, mas nunca mais será tão forte como foi no passado. Isso não quer dizer que o Brasil vai estacionar no penta. Nada disso. Só terá de jogar muita bola e não deixar nenhuma brecha sem cobertura para festejar novamente uma conquista, o difícil hexa.

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A última volta olímpica ocorreu em 2002, num tempo em que o treinador ainda conseguia reunir num mesmo grupo atletas excepcionais, acima da média, em todas as posições. O Brasil hoje e do futuro não é mais um Brasil acima da média. Passamos a ser uma seleção que ganha com dificuldades e que perde com mais frequência. 

O Brasil na Rússia não foi uma equipe ruim ou desastrosa, não cometeu erros retumbantes, não teve problema de relacionamento, pelo menos não vazado. Foi um time correto e nada mais que isso. E, quando pegou um rival melhor, perdeu. É dessa forma que os brasileiros precisam enxergar o Brasil. Uma seleção correta, forte ainda na América do Sul, mas comum diante de rivais europeus.

Se pudesse apontar falhas do grupo e do trabalho que foi feito, apontaria o distanciamento dos jogadores do torcedor. É um time que joga por ele e não pelo povo. Condeno os atos paternos demais aos atletas. É preciso parar de passar a mão na cabeça de nossos jogadores e tratá-los como crianças.

*ROBSON MORELLI É EDITOR DE ESPORTES DO ‘ESTADÃO’

 

 

 

 

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