Brasil vive situação rara na história

Poucas vezes a seleção brasileira não entrou em campo como favorita

WILSON BALDINI JR., O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2013 | 08h17

SÃO PAULO - Poucas vezes na história do futebol a seleção brasileira entrou em campo sem ser a favorita. Em 83 anos de história desde a primeira disputa de Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, contam-se nos dedos as oportunidades em que a tradicional equipe da camisa amarela não era apontada como a melhor do mundo.

Em 1938, na França, o Brasil encarou a Itália – então campeã mundial e olímpica – na semifinal e perdeu por 2 a 1.

Na Copa da Suíça, em 1954, os então vice-campeões mundiais – o Brasil havia sido derrotado em casa para os uruguaios em 1950 –, enfrentaram a Hungria, dos magníficos Puskas e Kocsis.

O jogo, que ficou conhecido como “A Batalha de Berna”, terminou com a vitória dos húngaros por 4 a 2, apesar do golaço marcado por Julinho Botelho, o segundo do Brasil – o primeiro, de pênalti, foi do lendário lateral-direito Djalma Santos.

Vinte anos mais tarde, o Brasil já era tricampeão do mundo (1958/1962 e 1970). No Mundial da Alemanha, a equipe de Zagallo encarou na semifinal a revolucionária equipe da Holanda, dirigida por Rinus Michels e o seu esquema em que os jogadores tinham liberdade para buscar os espaços vazios e, desta forma, confundir de forma impressionante seus adversários.

Em um dos duelos mais violentos em copas, os holandeses venceram por 2 a 0, em Dortmund, gols de Cruyff e Neeskens, ambos na etapa final.

Por coincidência, tanto Hungria como Holanda acabaram naufragando na final, ambos para a Alemanha. Após a derrota para os holandeses, iniciou-se um período de jejum de títulos que iria durar duas décadas.

Em 1978, na Argentina, no confronto com os donos da casa, um empate sem gols muito tenso na fria Rosário.

Resta saber como será diante dos espanhóis, rivais que não enfrentamos desde o empate sem gols em Vigo, em 1999.

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