Brasil x Peru: na história, equilíbrio

O Peru é, na teoria, um adversário fraco, sem ídolos nem conquistas relevantes. Nas últimas Eliminatórias, por exemplo, fez campanha desastrosa. Terminou na 9.ª e penúltima colocação, ao lado da Venezuela, com 16 pontos, venceu apenas 4 jogos e perdeu 10. Ficou à frente apenas do Chile, que somou 11. Quem pensa, no entanto, que o Brasil deitou e rolou contra os peruanos, nos últimos anos, engana-se.Pelo contrário. O Peru não só não foi presa fácil, como complicou a vida dos técnicos brasileiros. Que o diga Emerson Leão. Em 25 de abril de 2001, o time protagonizou grande surpresa no Morumbi. Arrancou empate por 1 a 1 e deixou Leão na corda-bamba. Romário fez 1 a 0, mas Pajuelo igualou o placar.Irritados, os torcedores paulistas atiraram bandeiras do Brasil no gramado. Com razão. A atuação foi abaixo da crítica. Como a equipe vinha de resultados negativos, Leão resolveu apostar nos jogadores da casa e deixou a maioria dos medalhões de lado. Escalou, por exemplo, Alessandro, lateral-direito do Atlético-PR, Leomar, volante do Sport, e Ewerton, à época no Corinthians. Deu-se muito mal.O confronto com os peruanos foi seu último como técnico nas Eliminatórias. Na partida seguinte da disputa, contra o Uruguai, o comandante já era Luiz Felipe Scolari. Assim que terminou a Copa das Confederações, realizada no Japão, em junho daquele ano, a CBF o demitiu.Vanderlei Luxemburgo também sofreu com os peruanos. Um ano antes, ele teve melhor sorte que o colega, mas passou apuros. Em 04 de junho de 2000, em Lima, a seleção cinco vezes campeã do mundo, contando com Dida, Cafu, Roberto Carlos, venceu por 1 a 0, gol de Antônio Carlos. Mas não jogou bem. Foi o último triunfo antes de uma série de maus resultados, que provocaria a demissão de Luxemburgo.

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