Brasileirão 2013 derruba mais de um técnico por rodada

Campeonato já tem dez trocas de técnicos; Abel Braga e Edson Pimenta foram as últimas vítimas

O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2013 | 17h15

SÃO PAULO - O Brasileirão continua sendo o grande "vilão" para a carreira dos técnicos no País. Nas nove primeiras rodadas da edição deste 2013 do campeonato nacional, exatamente dez clubes trocaram o comando de suas equipes. Os últimos desta lista foram Edson Pimenta, que dirigia a Portuguesa, e Abel Braga, que estava no comando do Fluminense havia dois anos e conquistou o troféu do torneio no ano passado.

Mas nada disso adiantou na visão dos dirigentes do Tricolor carioca. A sequência negativa de cinco derrotas, somada à decepção no Campeonato estadual e a desclassificação na Libertadores da América foram decisivas. A última partida de Abel no comando da equipe foi a derrota fora de casa para o Grêmio por 2 a 0. "Chegou o momento de trazer novos ares para o futebol", disse o presidente Peter Siemsen.

Uma sequência negativa também foi decisiva para o destino de Edson Pimenta na Portuguesa. O clube paulista vinha em uma sequência de sete jogos sem vencer, sendo três derrotas consecutivas. Com a Lusa na lanterna do campeonato, os cartolas preferiram mexer no banco de reservas na expectativa de melhorar a situação. Quem assume a equipe é Guto Ferreira.

DESEMPREGADOS

O primeiro treinador que perdeu o emprego durante o Campeonato Brasileiro foi o tetracampeão Muricy Ramalho. Ele perdeu o emprego no Santos em no dia 31 de maio, após ter ficado dois anos no comando do Alvinegro tendo uma marca de 150 jogos com 72 vitórias, 42 empates e 36 derrotas. Quem atualmente dirige o clube da Vila Belmiro é o interino Claudinei Oliveira.

Vanderlei Luxemburgo, que levantou o torneio com o Cruzeiro e com o Santos na era dos pontos corridos, também não aguentou a pressão. Ele dirigiu o Grêmio de fevereiro de 2012 até junho deste ano. A fraca campanha na Libertadores da América e o alto salário foram decisivos para a troca de comando no Tricolor gaúcho. Assim como Muricy, ele deixou a equipe com um bom retrospecto: em 91 jogos foram 52 vitórias, 21 empates e 18 derrotas. Quem assumiu o clube de Porto Alegre foi Renato Gaúcho, que estava desempregado.

Quem também foi demitido por resultados ruins fora do Campeonato Brasileiro foi Ney Franco. O comandante são-paulino decepcionou na competição continental e na Recopa Sul-Americana, diante do Corinthians e não aguentou a pressão no Morumbi. Ele deixou a equipe com um aproveitamento de 58,6%.

Já o Vasco não demitiu o técnico, mas teve de trocar. Paulo Autuori rescindiu contrato devido aos constantes atrasos dos pagamentos e foi para o São Paulo. O time cruz-maltino trouxe Dorival Junior, que, com auxílio de alguns reforços, trouxe alguns bons resultados para São Januário.

REBAIXAMENTO

Assim como São Paulo, Fluminense e Portuguesa, outras equipes que estão na parte de baixo da tabela também optaram por mudanças na comissão técnica. O Flamengo, por exemplo decidiu por mandar embora Jorginho com apenas 14 jogos no comando do elenco carioca. Já o Náutico demitiu Silas, que tinha 51 dias de trabalho em Pernambuco. No Rio, Mano Menezes assumiu o Rubro-negro. Já no Recife, Zé Teodoro trabalha para tirar o time da zona de rebaixamento.

A Ponte Preta optou por um técnico mais experiente após resultados ruins nas primeiras rodadas do campeonato nacional. Guto Ferreira, que havia substituído Gilson Kleina em Campinas em setembro de 2012, saiu para dar lugar a Paulo César Carpegiani. O Atlético-PR demitiu Ricardo Drubscky, trouxe Vagner Mancini e conseguiu deixar a zona de rebaixamento após vencer a Portuguesa na 9ª rodada.

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