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Brasileirão começa com tiro curto até a Copa do Mundo da Rússia

Competição para após 12 rodadas por causa do Mundial; só uma vez quem largou na frente confirmou o título depois

Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2018 | 07h00

O Campeonato Brasileiro que começa neste sábado certamente será diferente daquele que retornará no dia 16 de julho, após mais de um mês de paralisação. Em ano de Copa do Mundo, o principal torneio nacional ganha uma espécie de intertemporada capaz de reequilibrar as forças em meio à disputa.

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Serão 12 rodadas até 13 de junho, data da última jornada antes de os clubes ganharem a folga forçada por conta do Mundial na Rússia, que terá início no dia seguinte. Passado o torneio da Fifa, os brasileiros voltarão à “guerra” em 16 de julho. Ou seja, 32 dias de abstinência.

Das três edições de pontos corridos no atual formato disputadas em anos de Copa, apenas uma vez quem liderava a tabela antes da pausa acabou confirmando o título nacional posteriormente: em 2014, o Cruzeiro chegou ao período de interrupção da competição três pontos à frente do vice-líder Fluminense (19 a 16). Bateu campeão com 80, dez a mais do que o São Paulo, que terminou em segundo.

Em 2010, o Brasileiro foi paralisado na sétima rodada, quando o líder era o Corinthians. O clube paulista somava 17 pontos, dois a mais do que o Fluminense, que arrancaria depois para o título; os paulistas amargariam a terceira colocação.

Já em 2006, a pausa aconteceu após dez jogos, e quem despontava era o Cruzeiro, que perdeu muito fôlego (fechou sua participação em décimo) e viu o São Paulo ficar com a taça.

Briga no G-6

Neste ano, a fórmula se repete: todos contra todos, em turno e returno. Quem pontuar mais após 38 rodadas será o campeão, condição que o Corinthians buscará manter depois do troféu erguido em 2017.

Além do campeão, os três colocados subsequentes garantirão vaga na fase de grupos da Libertadores de 2019. Já o quinto e o sexto vão para a etapa prévia da competição continental.

Se os ganhadores de Copa do BrasilLibertadores e Sul-Americana estiverem também dentro desse G-6, as vagas serão repassadas aos melhores colocados seguintes. No ano passado, por exemplo, o G-6 acabou virando G-8, dadas as conquistas de Cruzeiro (Copa do Brasil) e Grêmio (Libertadores), e só não terminou como G-9 porque o Flamengo perdeu a final da Copa Sul-Americana.

Com a unificação dos títulos promovida pela CBF, o Palmeiras é o maior campeão nacional: soma nove conquistas, seguido pelo Santos (oito), Corinthians (sete), São Paulo (seis) e Flamengo (cinco). Dos 20 participantes desta edição, somente cinco nunca foram campeões da Série A: América-MG, Ceará, Chapecoense, Paraná e Vitória.

A CBF costuma divulgar os valores da premiação em setembro. Na última edição, o Corinthians embolsou cerca de R$ 18 milhões dos mais de R$ 63,7 milhões distribuídos aos 16 clubes que permaneceram na Série A.

E a janela?

Além de interromper o ímpeto de uma arrancada caso alguma equipe se destaque nessas 12 primeiras jornadas, a paralisação também representará ameaça aos clubes no quesito “assédio a possíveis bons valores”. Menos pelos efeitos da Copa, é verdade, e mais pela brecha da janela fora de hora.

Afinal, são poucos os jogadores do campeonato que deverão ir à Rússia e chamar a atenção na vitrine mundial. Dos brasileiros, o são-paulino Rodrigo Caio e o corintiano Fagner podem pintar na lista final do técnico Tite. Mesmo assim, o mercado interno permanecerá aberto – as equipes têm até 4 de setembro para fazer novas inscrições.

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