Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Brasileirão retorna para sua reta decisiva após parada de 10 dias

Palmeiras busca reabilitação após surra e São Paulo estreia Doriva 

O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2015 | 07h00

O torcedor já não aguentava mais de tanta saudade do Brasileirão. Após 10 dias de parada por causa dos jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias, a competição nacional finalmente retorna nesta quarta-feira. Serão sete jogos esta noite e outros três na quinta-feira.

Às 19h30, quando o recesso nacional finalmente chegar ao fim, a bola já rola em ritmo de decisão. No Independência, o vice-líder Atlético-MG encara o Internacional e a meta é diminuir a vantagem para o líder Corinthians, que só joga na quinta-feira, novamente para dois pontos. Os mineiros prometem sufocar os gaúchos para colocar fogo no Brasileirão.

Entre os paulistas, a quarta-feira será dia de curar feridas e de mostrar que a crise política não interfere num time titular dentro de campo. Depois de surra vexatória por 5 a 1 para a Chapecoense na rodada passada, o Palmeiras tenta provar que tudo não passou de acidente de percurso e promete voltar com tudo na luta pela Libertadores.

Com Zé Roberto de volta, o Alviverde quer acabar com o embalo da Ponte Preta na Allianz Parque e acabar com qualquer desconfiança do torcedor após o apagão em Chapecó. O clube conta com nove pontos nos próximos três jogos, Ponte, Avaí e Sport, para pressionar Santos, o quarto colocado, e São Paulo, o quinto, que estão na sua frente.

No São Paulo, a novidade na visita ao Fluminense será a estreia do técnico Doriva, substituto de Juan Carlos Osorio, que partiu para o México. O treinador trabalha forte no clube há uma semana, mas seu trabalho acabou em segundo plano por causa da crise política que culminou com a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar.

Doriva estreia no Rio com formação forte e garantindo que deixará o São Paulo no rumo das vitórias. A proposta no Maracanã será ousada, com Alexandre Pato, Luís Fabiano e Rogério no ataque, numa demonstração clara que os visitantes buscarão os três pontos.

Líder com cinco pontos de vantagem, o Corinthians tem um confronto em tese não tão complicado. Recebe o Goiás, na quinta-feira. Acontece que o tempo que muitos técnicos comemoraram ganhar para trabalhar seus elencos, foi cruel com Tite. Com três jogadores na seleção brasileira, ele não pode trabalhar com sua força máxima. Para piorar, ainda não viu seus jogadores machucados, Uendel, Guilherme Arana, Fágner e Bruno Henrique terem uma evolução.

O Corinthians que encara o Goiás, portanto, tem apenas metade de seus 11 titulares confirmados. Tite ainda não definiu o lateral esquerdo, não sabe se Gil e Elias atuarão, tem Felipe suspenso e Aguarda para ver qual o nível de desgaste de Renato Augusto.

O Santos também não sabe qual time escalar na visita ao Grêmio, quinta-feira. Dorival Jr. trabalhou sem Lucas Lima e Ricardo Oliveira, na seleção de Dunga, e Gabriel, na seleção olímpica. Exames médicos definirão quem participa do duro encontro no Sul, no qual a manutenção da vaga no G-4 é a missão.

Com times fortes ou remendados, o que importa é que a emoção do Nacional está de volta. E com jogos que prometem mexer com seus torcedores nesta reta final.

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