Brasileiro começa com problemas

A terceira edição do Campeonato Brasileiro da Série A no sistema de pontos corridos e em turno e returno começa neste sábado com polêmica, clube em busca de treinador, elencos indefinidos e com alguns estádios vazios. Logo no dia da abertura, estarão em campo quatro campeões: Atlético-MG (71), Palmeiras (72, 73, 93, 94), Flamengo (80, 82, 83, 92) e Cruzeiro (2003). Os três primeiros não aparecem nas listas de candidatos ao título. A competição terá 42 jornadas, que se estendem até o dia 4 de dezembro. Como aconteceu nos dois anos precedentes, os últimos quatro colocados descem para a Série B. A seqüência das rodadas será a mesma nos dois turnos, com inversão de mando.Na véspera da abertura, algumas equipes ainda tratavam de acertar planejamento. O São Paulo ainda não sabe quem ficará no lugar de Leão, que foi para o Japão. Já o Flamengo recebe o Cruzeiro e só nesta sexta-feira acertou a contratação de Celso Roth. O treinador terá trabalho, pois o rubro-negro carioca tem sido, nos últimos anos, freqüentador assíduo da zona de rebaixamento. Além disso, no meio da semana foi desclassificado da Copa do Brasil. Os mineiros têm elenco melhor, mas dão a largada sob a desconfiança de torcedores, que não engoliram a perda do título doméstico para o Ipatinga, uma semana atrás.O Palmeiras visita o São Caetano neste sábado e mostra caras novas: no banco, o técnico Paulo Bonamigo, contratado na quinta, para apagar o incêndio que ameaçava alastrar-se com derrota na Libertadores e a demissão de Candinho. No time titular, estréia Juninho. O Azulão inicia mais uma aventura na elite como franco-atirador, como tem sido desde que despontou em 2000.O Atlético-MG, agora sob o comando de Tite, hospeda o Figueirense com a pretensão de não repetir fiascos de 2004 (livrou-se da degola em cima da hora). O único representante de Santa Catarina tem de provar, de cara, que não entra com vocação para saco de pancadas. Paraná e Goiás medem forças, em Curitiba, também com a missão de desmentir prognósticos pouco lisonjeiros a respeito de seu futuro na elite nacional.PORTÕES FECHADOS - Embora como mandantes, duas equipes iniciam caminhada sem o apoio de suas torcidas. Santos e Fortaleza foram obrigados a jogar com portões fechados. O time paulista, atual campeão brasileiro, sofre as conseqüências de mau comportamento de seus fãs, que atiraram moedas na direção do goleiro Fábio Costa, em clássico com o Corinthians. Por isso, estréia domingo contra o Paysandu, no Anacleto Campanella, no ABC, com arquibancadas vazias.Também neste domingo, o Fortaleza contrasta a alegria do retorno à Série A com a obrigação de duelar com o Coritiba sem presença de público. A punição veio por conta de distúrbios em jogo com o Avaí, no ano passado, na Segunda Divisão. O estreante Brasiliense também deveria ficar com o campo às moscas, por invasão de campo, em 2004, numa partida com o Fortaleza. Mas obteve liminar, na Justiça Comum, e poderá cobrar ingressos normalmente.

Agencia Estado,

22 de abril de 2005 | 19h44

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