Mark Schiefelbein / AP Photo
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Brasileiro do Chelsea é excluído de excursão na Ásia após ofensas aos chineses

Algumas campanhas para que o clube fosse proibido de voltar ao país devido aos palavrões de Kennedy foram criadas

Estadão Conteúdo

25 de julho de 2017 | 09h44

"P**** China" e "Acorda China Vacilão". Essas foram as palavras que desencadearam uma crise entre o Chelsea e o público da China, país no qual o time realizou parte da pré-temporada. Elas foram postadas pelo atacante brasileiro Kennedy, ex-Fluminense, na ferramenta Stories do instagram, e causaram uma forte reação no país asiático, motivando o clube a mandá-lo de volta para Londres.

Os posts foram criticados pelo jornal People's Daily, porta-voz do governo chinês, que exigiu tolerância zero para o jogador e considerou que "um pouco de cortesia teria evitado que todos vissem um comportamento tão feio". Ao entrar em campo durante amistoso com o Arsenal, Kennedy foi vaiado pelo público presente no estádio Ninho de Pássaro, em Pequim. O ministro de assuntos exteriores da China disse estar acompanhando o caso de perto, e o governo do país cogitou excluir notícias sobre o Chelsea de jornais e apps de notícias e banir o time de entrar no país novamente.

O Chelsea postou uma nota oficial em seu site pedindo desculpas pela atitude do jogador. O clube diz ter experimentado o calor e a amizade dos fãs chineses, pelos quais tem admiração e respeito, e que estava "surpreso e desapontado" com os vídeos do brasileiro. Disse também que as atitudes de Kennedy não representavam os pensamentos de todos no Chelsea e que o jovem foi repreendido e irá aprender muito com o caso.

O próprio Kennedy postou um pedido de desculpas em seu instagram. O atacante disse que não tinha a intenção de ofender ninguém, mas que notava que seus comentários foram totalmente inapropriados. Também pediu desculpas ao clube e aos companheiros de time que desapontou.

Apesar dos pedidos de desculpas, as reações negativas na China sobre o caso motivaram a punição da agremiação londrina a Kennedy, para evitar o banimento. Até a tarde de ontem, chineses ainda ofendiam Kennedy (e o Brasil) em suas redes sociais.

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