Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Brasileiro faz comercial na tevê chilena como sósia de Vidal

Corretor de imóveis que vive no Chile atua como ator amador 

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR / ENVIADOS ESPECIAIS A SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2015 | 12h34

O corretor de imóveis brasileiro Alexandre Alfonso vive no Chile há 18 anos. Durante a Copa América, com a euforia dos chilenos de conquistar o primeiro título dentro de casa, o catarinense conseguiu um trabalho inusitado. Ele atua como ator amador em campanhas publicitárias imitando o astro Arturo Vidal, o principal jogador da seleção chilena e artilheiro da competição.

 

A semelhança física é relativa, mas o corte de cabelo é idêntico. Essa foi a principal exigência dos produtores do comercial: tentar imitar o estilo “moicano” do camisa 8. Ficou bem parecido. Em um comercial de tevê de bebidas, por exemplo, Alexandre comemora um gol da seleção chilena como figurante. “Existe uma grande euforia dos chilenos com a chance do título. Para eles é importante conseguir esse reconhecimento. Eles são tão apaixonados pelo futebol como os brasileiros”, disse o Alexandre, que participou do filme “A Recta Província”  (A verdadeira província), do diretor Raul Ruiz. 

 

Mesmo depois que o chileno se envolveu em um acidente automobilístico na semana passada, dirigindo alcoolizado, e quase foi cortado da seleção, o brasileiro afirma que a imagem de Vidal não foi arranhada. Ele continua sendo chamado por todos de Rei Arturo. “Ele é idolatrado”, diz Alexandre.

 

Entre um comercial e outro, Alexandre atua como analista de investimentos para brasileiros no Chile, sejam imóveis comerciais, industriais ou turísticos. “Tenho uma página no Facebook com projetos na planta para brasileiros com o benefício da baixa tributação do Chile e a ótima rentabilidade dos aluguéis”, diz o brasileiro de 39 anos com o discurso de vendedor. 

 

Sobre a vida no Chile, Alexandre está satisfeito e não pensa em voltar. “As grandes cidades têm sempre os mesmos problemas, como trânsito e violência. A vida é melhor nas províncias, no interior de cada país”, opina. 


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