Brasileiro vira consolo para santistas

O que resta aos jogadores do Santos é pensar no Campeonato Brasileiro. Ao final do jogo e no vestiário, o discurso era unânime: não baixar a cabeça e seguir firme na competição nacional. ?Temos de ficar de cabeça erguida e pensar no Campeonato Brasileiro, que estamos bem e é a competição que nos sobrou", disse o atacante Nenê. Os jogadores do Santos sabem que não podem desanimar, porque o Brasileiro é a única forma de o time voltar à Copa Libertadores. Mas inconformismo era total. O volante Paulo Almeida não conversou com a imprensa na saída do vestiário. ?Eu ainda não sei o que aconteceu. Tá doendo, tá sofrido", comentava o lateral-esquerdo Léo. ?Temos de repensar tudo. Agora, eu não sei o que falar. A torcida está de parabéns", disse Robinho aos jornalistas, ainda com os olhos vermelhos por causa do choro com o resultado. ?Mas o Leão conversou com a gente e disse para não desistirmos. Somos muito jovens e teremos ainda muitas Libertadores pela frente", comentou o atacante. Fora da final por causa de uma contusão, sofrida ainda nas semifinais, contra o Independiente, em Medellín, o meia Elano não escondia a decepção. Mas buscava ânimo para incentivar o time. ?O trabalho que o Leão fez foi muito importante. Ressuscitamos muitas coisas do Santos. Esse resultado não diz o que o time é. Ainda temos uma competição pela frente, que brigamos pelos primeiros lugares, e não podemos baixar a cabeça", afirmou Elano. Cabisbaixos, os atletas do Santos, enquanto recebiam as medalhas como vice-campeões, acompanhavam a festa do Boca. Ao menos os Meninos da Vila tiveram como consolo o conforto da torcida, que aplaudiu muito o time mesmo depois da perda do título.

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 01h17

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