Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Brasileiros ainda apontam duro caminho a ser percorrido

Edson Tavares e Muriqui apontam problemas de infraestrutura

Ciro Campos e Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2015 | 17h00

Brasileiros de diferentes gerações que atuaram na China acreditam que o país ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser fazer bonito em uma Copa. Edson Tavares foi o primeiro treinador brasileiro a atuar em um clube chinês. Desde 1998, ele acumulou quase nove anos de experiência em quatro clubes. Responsável por definir a infraestrutura das agremiações, ele conta que os primeiros CTs não tinham nem chuveiro. “Todo mundo tinha de ir tomar banho em casa”.

Tavares bateu de frente com casos de manipulação de resultados - árbitros, dirigentes, clubes e jogadores foram punidos após um mega escândalo em 2012. Hoje, avalia que um dos entraves para o desenvolvimento do futebol chinês é a presença de poucos clubes grandes, como acontece na Espanha. Na China, só quatro equipes brigam pelas taças.

O atacante Muriqui, maior artilheiro do Guangzhou com 78 gols em 132 jogos, foi ídolo absoluto entre 2004 e 2008. Os chineses iam ao estádio com máscaras com seu rosto. “No Brasil, o jogo é mais técnico e cadenciado. Na China, o estilo é de mais correria”, afirma o atacante de 29 anos que se transferiu para o Qatar e joga ao lado do espanhol Xavi, ex-craque do Barcelona de Neymar.

Atualmente, o posto de ídolo é ocupado por Aloísio, o Boi Bandido que atuou no São Paulo, idolatrado pelos mesmos meninos que treinam em Porto Feliz. “Os chineses estão no caminho certo. Estão evoluindo e alguns são tão técnicos como os brasileiros”.

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