Reprodução/Instagram
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Brasileiros da China, Marlos e Jorginho podem jogar Copa por outra bandeira

No caminho rumo ao próximo Mundial, seleção asiática terá de superar Eliminatória complicada

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2019 | 04h30

Quando escalar, de fato, brasileiros em sua seleção, a China vai se juntar a um grupo de países que se valem de estrangeiros para fortalecer o futebol nacional. Até hoje, 24 atletas fizeram esse caminho, dos quais cinco atuaram na última Copa, em 2018, na Rússia. 

O quinteto candidato a defender a China no Mundial de 2022, em caso de classificação, vai lutar por uma vaga junto a outros brasileiros naturalizados. Pela Ucrânia, o meia Marlos, ex-Coritiba e São Paulo, tem sido titular nos últimos jogos do time. A seleção russa conta com o lateral Mário Fernandes e com o goleiro Guilherme Marinato. A Polônia tem o zagueiro Thiago Cionek. Na Itália, os representantes são o lateral-esquerdo Emerson Palmieri e o meia Jorginho, ambos do Chelsea. Quando as Eliminatórias começarem, todos esses brasileiros estarão em ação por suas seleções. 

O primeiro jogador do Brasil a ganhar uma Copa deu a volta olímpica pela Itália. O atacante paulistano Guarisi, com passagens por Portuguesa, Corinthians e Palmeiras, foi campeão com o país-sede na disputa de 1934.

O caminho da China para se classificar para a Copa é complicado. A equipe não passou das quartas de final nas duas últimas Copas da Ásia e vai precisar ficar entre os quatro primeiros colocados das Eliminatórias para garantir vaga no Mundial do Catar sem depender da repescagem intercontinental.

Chineses, brasileiros e demais naturalizados vão ter como concorrentes equipes mais tradicionais como Japão, Coreia do Sul, Irã e a Austrália, que também disputa as Eliminatórias pela Ásia. A boa notícia é a ausência do Catar. O país-sede está classificado automaticamente e é uma das novas potências da região. Neste ano, o time ganhou a Copa da Ásia pela primeira vez.

A China estreia nas Eliminatórias no próximo mês, já pela segunda fase da competição. Os adversários iniciais são as fracas Maldivas, Guam e Filipinas. O país mais populoso do mundo é favorito a passar para a etapa decisiva do torneio, quando terá pela frente rivais mais fortes.

A naturalização de estrangeiros atende também ao projeto chinês para ter uma seleção forte em 2023. Caso não consiga vaga no Catar, no ano seguinte a equipe será sede da Copa da Ásia e vai tentar conquistar o inédito título continental.

Nos últimos compromissos, a China não teve resultados brilhantes, mas venceu. Em junho, em casa, a seleção bateu dois rivais asiáticos em amistosos: Filipinas por 2 a 0 e Tajiquistão por 1 a 0

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