Brasileiros ignoram provocação alemã

A Alemanha tem alguns dos meios de comunicação mais importantes da Europa. Mas também jornais sensacionalistas, daqueles que conquistam público com reportagens escandalosas. Pois dois desses periódicos ?populares? publicaram hoje que jogadores brasileiros ficaram até mais tarde tomando caipirinha, na folga que Parreira lhes deu, na noite de quarta-feira, após o empate com o Japão. "Isso é bobagem e nem vale a pena discutir", afirmou Gilberto, que joga no Hertha Berlim e está acostumado a esse tipo de reportagem. "Não li, nem sei se alguém foi citado", emendou. "Só sei que eu fiquei no hotel e na quinta-feira de manhã fui passear em Colônia. O resto é só tentativa de criar confusão, de querer fazer graça, e eu não entro nessa onda." Argumentação idêntica foi usada por Roque Júnior. O capitão da seleção sorriu, ao ser informado de que jornais falavam de supostos abusos, deu de ombros e desdenhou. "Aqui tem jornais que gostam de invadir a privacidade de todo mundo", observou. "Eles vão atrás, principalmente de personalidades alemãs, e fuçam mesmo", explicou. "É o mesmo esquema dos tablóides ingleses", comparou o zagueiro, titular do Bayer Leverkusen e que também jogou no Leeds. "No nosso caso, nem sei do que se trata, porque ninguém saiu. Estavam todos cansados e preferiram ficar no hotel." Já Emerson foi mais direto. O ex-volante do Bayer Leverkusen invocou o direito ao lazer, na hora certa. "Não vejo nada de mais alguém tomar uma cerveja, desde que esteja de folga e com autorização", advertiu. "Se acontecer algo fora do comum, quem tem de cobrar é o treinador, ninguém mais", esclareceu. "Cada um tem de cuidar da sua seleção. Não sei por que querem achar pêlo em ovo na seleção brasileira. Deixa pra lá."

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