Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Brasileiros não poderão protestar na porta da Fifa

Entidade está perdida e tenta evitr manifestações nesta quinta-feira

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2013 | 07h11

RIO - Brasileiros na Suíça estão sendo proibidos de protestar na porta da sede da Fifa, em Zurique. A manifestação está programada para quinta-feira. Enquanto o governo tenta justificar suas contas e a população toma as ruas, a Fifa não escondia ontem o mal-estar diante da situação e agora argumenta que são apenas “convidados” no Brasil. Fontes dentro da organização confessaram ao Estado que a cúpula da entidade está perdida e que não esperava as manifestações.

O protesto marcado para Zurique faz parte do movimento que ganhou cidades por todo o mundo e está sendo organizado por brasileiros que vivem na Europa. Mas, diante da recusa da prefeitura de Zurique em permitir o protesto na porta da Fifa, ela terá de ocorrer no local determinado pelas autoridades, longe da entidade.

A onda de protestos está pegando a Fifa de surpresa. O próprio Joseph Blatter e Jérôme Valcke deram declarações consideradas internamente como desastrosas. Há dois dias, Valcke disse em um seminário que estava “convencido de que se o Brasil ganhasse a Copa, as críticas seriam esquecidas”. Já Blatter insistiu que o futebol é “mais forte que a insatisfação das pessoas.”

Nesta terça-feira, o discurso era outro. “Somos convidados ao Brasil”. Por enquanto, a estratégia da entidade é a de apontar que a insatisfação do povo é com o governo.

A Fifa organizou uma coletiva de imprensa para, coincidentemente, falar do legado social e ambiental da Copa. Segundo os dados da entidade, 1% de sua renda vai para questões sociais. Mas a entidade se recusou a falar quanto era esse valor em comparação ao salário de Blatter.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.