Brasília promete campo impecável no Mané Garrincha para a Copa de 2014

Com a imagem arranhada após a Copa das Confederações, estádio evitará shows

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2013 | 06h55

SÃO PAULO - Com a imagem arranhada após a Copa das Confederações, o Estádio Mané Garrincha pretende chamar a atenção no Mundial de 2014 pelo excelente gramado. Já está definido que o número de shows será menor no próximo ano e a intenção é receber os sete jogos da competição com um ótimo palco. “Sabíamos que a grama precisaria de um processo de maturação, que só o tempo é capaz de fazer. Estamos tratando todos os dias do gramado e ele ficará em excelentíssimas condições para a Copa do Mundo”, promete Cláudio Monteiro, secretário extraordinário para a Copa em Brasília.

Ele explica que o grande problema foi que, inicialmente, a cidade do Distrito Federal não fazia parte da Copa das Confederações. A inclusão para receber a abertura do torneio fez com que o cronograma tivesse de ser alterado. “Tivemos de antecipar o cronograma em quase oito meses. Também tivemos de mudar algumas coisas por causa do período de chuvas. Quando recebemos o primeiro jogo, ainda era uma grama em desenvolvimento.”

Além disso, houve uma mudança no tipo de plantio, que acabou sendo feito por “rolos”, de forma a tornar o tempo de crescimento mais curto. Isso não significa necessariamente que é uma forma ruim de se implantar o gramado, mas para dar certo é necessário que o campo tenha tempo para que as raízes da grama se prendam no terreno, caso contrário ocorrerá a soltura de “placas” durante as partidas.

Monteiro lembra que na Copa o estádio terá todo o tempo de maturação do gramado. “Aí o tempo vai contar a nosso favor. Vamos ter alguns eventos em dezembro, em janeiro tem mais um, outro em fevereiro, depois paramos com os shows, que só voltam depois da Copa. Queremos evitar o uso para espetáculos com 60 ou 90 dias de antecedência”, continua.

O secretário nega que será feita uma reforma total do gramado do Mané Garrincha, como chegou-se a especular. Ele garante que o campo já está em boas condições e o recente amistoso entre Brasil e Austrália provou isso. Para ele, a tendência é que as críticas desapareçam. “Isso já é passado. Temos um gramado consolidado, em plena condição de uso, e todos puderam ver isso no jogo do Brasil e Austrália, e vão ver no Flamengo e Vasco na próxima semana”, comenta.

Para a Fifa, a questão dos gramados é de suma importância, pois é a imagem dos estádios que mais será transmitida para o mundo. Na África do Sul, as críticas apareceram quando os campos de jogo começaram a soltar grande “placas” de grama durante os jogos, arranhando a imagem do torneio e da entidade máxima do futebol.

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