Brasília veta organizadas de Corinthians e São Paulo

A medida é uma punição pelos incidentes dessas uniformizadas em jogos no Mané Garrincha

AE, Agência Estado

28 de agosto de 2013 | 17h45

BRASÍLIA - A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal anunciou nesta quarta-feira que as torcidas organizadas Independente, do São Paulo, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, estão proibidas de entrar nos estádios do DF pelos próximos dois anos. A medida é uma punição pelos recentes incidentes protagonizados por integrantes dessas uniformizadas em jogos disputados em Brasília.

No dia 18 de agosto, pouco antes do jogo entre São Paulo e Flamengo pelo Brasileirão, membros da Independente foram acusados de espancar um torcedor flamenguista na entrada do Estádio Mané Garrincha. E no último domingo, durante a partida do Corinthians com o Vasco, também pelo campeonato nacional, corintianos da Gaviões da Fiel partiram para briga contra vascaínos nas arquibancadas da arena.

"O torcedor do São Paulo e do Corinthians, independentemente de fazer parte da organizada, pode até entrar no estádio. Mas a torcida organizada, com suas faixas e uniformes característicos, não será admitida", avisou o secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, prometendo maior rigor. "Também fazemos a identificação de torcedores específicos, que serão impedidos de entrar nos estádios."

Segundo o secretário, a Independente e a Gaviões da Fiel foram as únicas punidas porque, segundo ele, "foram essas torcidas que praticaram agressões, conforme apurado nos procedimentos adequados". Sandro Avelar também ressaltou que a medida tem como base o Estatuto do Torcedor, "que prevê a proibição da entrada de torcidas que criarem tumulto ou cometerem atos de violência nos estádios".

Além disso, o secretário prometeu medidas para reforçar a segurança nos próximos jogos no Mané Garrincha, um dos 12 estádios da Copa de 2014. Ele revelou que passará a existir divisão de torcidas nas arquibancadas. "A distribuição dos ingressos passará a respeitar os lugares reservados para as organizadas, de modo a não colocar cidadãos comuns nos mesmos assentos", afirmou Sandro Avelar.

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