Brasiliense quebra invencibilidade de Leão

Acabou a invencibilidade de Emerson Leão no Palmeiras. A derrota por 3 a 2 para o Brasiliense, hoje, em Taguatinga, quebrou a seqüência de dez jogos sem resultados negativos do treinador no comando do time do Palestra Itália - o último tropeço havia sido dia 17 de julho, 2 a 1 para o Fortaleza, ainda sob o comando de Paulo Bonamigo. O revés impede a equipe paulista de subir na classificação do Brasileiro - segue em 8.º lugar, com 35 pontos. É certo que o Palmeiras mostrou futebol abaixo da crítica, mas Leão também teve responsabilidade pela queda. Pedrinho não jogava bem no segundo tempo, mas não merecia ser substituído - ainda mais por Alceu, que nada acrescentou. O time da casa não deu espaço para o adversário e, com lances rápidos, mandou no jogo desde o início. O Palmeiras nem teve tempo de se organizar e sofreu o primeiro gol. Igor fez ótima jogada individual pela esquerda, passou como quis por Daniel, bateu na saída de Sérgio e abriu o placar. Em desvantagem, o time de Emerson Leão partiu para o ataque e, discretamente, ameaçou Eduardo. Pedrinho, num chute forte de esquerda, acertou a trave. Mas os paulistas também deram espaço para os contra-golpes do rival, que nem se esforçaram muito para fazer o segundo. Igor saiu da área, puxou a marcação e fez ótimo lançamento para Alex Oliveira, que avançou livre e bateu cruzado, sem chance de defesa para Sérgio. O Palmeiras passou a ter dificuldades para atacar, já que o Brasiliense se fechou bem na defesa. Mas teve o mérito - e a sorte - de aproveitar uma das poucas oportunidades que criou. Aos 41, Correa sofreu falta na direita. O próprio lateral cobrou e Daniel, em posição duvidosa, desviou de cabeça e diminuiu o marcador. Antes do intervalo, porém, o time da casa ampliou, usando suas melhores armas. No contra-ataque, Igor, destaque do jogo, avançou pela esquerda, venceu a marcação de Daniel e bateu cruzado. Sérgio demorou para cair e viu a bola no fundo do gol: Brasiliense 3 a 1. Na a etapa final, o time do Distrito Federal só aumentou o domínio. Perdido, o Palmeiras assistiu o rival tocar a bola. Aos 14, Igor acertou a trave, depois da troca de passes entre Márcio Careca e Tiano. Aos 17, Alex Oliveira recebeu frente à frente com Sérgio, mas bateu em cima do goleiro. No final, mais na vontade do que na técnica, o Palmeiras descontou. Robston pôs a mão na bola e fez pênalti. Marcinho cobrou bem e converteu. Muito pouco para quem pretendia manter a invencibilidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.