Briga em São Januário deixa 15 feridos

Torcedores de Vasco e Flamengo por pouco não protagonizaram um tragédia neste sábado, em São Januário, durante a vitória vascaína, por 2 a 1. Antes do confronto começar, nos arredores do estádio, focos de brigas entre as facções de torcidas organizadas precisaram, a todo o momento, ser contidos pela Polícia Militar, que não economizou em dispersar os agressores com golpes de cacetetes e sprays de gás de pimenta.Na chegada do ônibus do Flamengo ao estádio, torcedores vascaínos cercaram o veículo e saíram somente após a ação violenta da Polícia Militar. Na confusão, foram usados uma quantidade excessiva de sprays de gás de pimenta e lacrimogênio. As substâncias se espalharam pelo local fazendo várias vítimas inocentes, inclusive, repórteres e radialistas que já estavam alocados nas cabines de São Januário.Antes, uma empresa, vizinha a São Januário, teve seu portão arrombado pelos torcedores sob a alegação de que o vigia estaria atirando morteiros. Mais uma vez, a PM precisou interferir para impedir uma tragédia.Durante o transcorrer da partida, sob um cenário de guerra, morteiros começaram a ser trocados entre torcedores do Flamengo e vascaínos. Ao final, saldo de 15 feridos, com quatro sendo transferidos para o hospital. O caso mais grave foi de um rubro-negro, identificado como Melquisedeque, de 23 anos, com uma pancada na cabeça e estouro do tímpano, além de outro com suspeita de fratura na tíbia.Um episódio lamentável e anunciado, já que durante a semana, os torcedores já haviam anunciado que iriam para o estádio brigar. Apesar dos incidentes, o major da PM, do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), Marcelo Pessoa, minimizou os tumultos. ?Trabalhamos com 600 policiais e os episódios lamentáveis que ocorreram foram logo controlados. Foi coisa de vândalo e de torcedores que vêem para o estádio brigar?, disse.

Agencia Estado,

22 de outubro de 2005 | 19h26

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