Briga entre torcedores no Uruguai deixa sete feridos e dois presos

Presidente do Vélez Sarsfield criticou polícia uruguaia em jogo contra o Penãrol

EFE

27 de fevereiro de 2013 | 17h36

BUENOS AIRES - Duas pessoas foram presas e outras sete ficaram feridas após um confronto entre torcedores de Peñarol e Vélez Sarsfield, durante partida entre os times no Estádio Centenário, no Uruguai, terça-feira, pela Copa Libertadores.

O presidente do Vélez, Miguel Calello, criticou a polícia uruguaia, pela operação montada para a partida. "A polícia precisa saber organizar uma operação como essa. A única coisa que tinham que organizar era a chegada e saída dos ônibus que traziam nossos torcedores", explicou o dirigente, em declarações publicadas pelo jornal argentino "Clarín", nesta quarta-feira.

O dirigente ainda acusou a polícia uruguaia de agredir mulheres, torcedoras do Vélez. "Que se responsabilize por tudo o que aconteceu, o chefe do esquema de segurança", afirmou Miguel Calello.

Os conflitos entre torcedores provocaram a prisão de duas pessoas, deixaram sete feridos, além de muita destruição no Estádio Centenário. A porta-voz da Chefia de Polícia da capital uruguaia, María del Carmen Hermida, afirmou que os dois torcedores foram detidos por "desacato e agressão a autoridade". Um dos presos era torcedor do Peñarol e outro do Vélez, segundo a representante policial.

A porta-voz da Chefia de Polícia relatou que durante a partida "torcedores do Vélez arrancaram as cadeiras das arquibancadas onde estavam e jogaram contra a torcida do Peñarol. Depois também contra os vidros do camarote, quebrando móveis e monitores". Além disso, dois carros da polícia tiveram vidros quebrados.

Entre os sete feridos, dois são torcedores do clube uruguaio, que sofreram cortes e algumas lesões. Todos foram encaminhados para hospitais de Montevidéu, o estado de saúde dos envolvidos não é grave.

O Vélez venceu o Peñarol por 1 a 0, resultado que valeu a liderança do grupo 4 da Libertadores

MORTE

Um torcedor do Tigre, da Argentina, morreu nesta quarta-feira, três dias depois de um tiroteio envolvendo dois grupos de seguidores do clube, conhecidos como 'barra bravas' pela violência empregada.

Adrián Alejandro Velázquez, de 40 anos, era um dos três feridos que estavam internados em estado grave em hospitais da região, na cidade de San Fernando, na região metropolitana de Buenos Aires, informou a polícia.

Velázquez sofreu um ferimento a bala na artéria femoral, que provocou uma grave hemorragia, que o obrigou a passar por três cirurgia.

A justiça investiga as relações políticas dos dois grupos 'barra bravas' da torcida do Tigre. Informações da imprensa portenha indicam que a luta interna entre as facções começou no mês passado, por causa de ingressos gratuitos para partidas do Campeonato Argentino e Taça Libertadores

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