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Briga pelas vagas da América do Sul na Copa começa quinta-feira

Eliminatórias terão duração de dois anos, até outubro de 2017

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2015 | 21h30

As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia começam na quinta-feira e a seleção brasileira terá talvez seu maior desafio para chegar a um Mundial – esteve presente em todos os 20 Mundiais já realizados. O nível de dificuldade já poderá ser “testado’’ na estreia, contra a seleção do Chile, campeã da Copa América, em Santiago. E o Brasil não terá Neymar, que a rigor desde 2013, ainda sob o comando de Felipão, carrega o time nas costas.

A CBF não conseguiu sucesso na apelação feita na Corte Arbitral do Esporte (CAS) e craque terá de cumprir contra o Chile e contra a Venezuela, dia 13 em Fortaleza, os dois jogos restantes da punição pela expulsão na Copa América.

A briga pelas quatro vagas diretas do continente – o quinto colocado disputará repescagem com representante da Oceania e também poderá ir à Rússia - se estenderá até outubro de 2017. A exemplo das Eliminatórias anteriores, serão jogos em dia e volta, num total de 18 rodadas.

Dunga, o técnico que terá a missão de levar o Brasil à Copa, tem pregado desde que reassumiu a seleção que a competição vai ser dificílima. Ao longo desse pouco mais de um ano de trabalho, repetidas vezes lembrou que o Brasil é um time ainda em formação, com vários jogadores jovens e sem experiência em Eliminatórias.

Ele também destacou o crescimento de vários adversários, a competitividade de praticamente todas as seleções e a dificuldade de se jogar fora de casa, quando muitas vezes as partidas ganham conotação semelhante à de uma batalha.

“A gente tem de passar ao torcedor que nada é fácil’’, disse na semana passada em Fortaleza, onde foi vistoriar o Castelão para o jogo com os venezuelanos. “Desde quando eu comecei a entender de futebol, as Eliminatórias sempre foram difíceis. Que eu me lembre, uma das vezes que o Brasil classificou antecipadamente foi em 2010. Em 1990 e 94, por exemplo, foi na última rodada.’’

Detalhe: nas Eliminatórias para a Copa da África do Sul, era Dunga o treinador. E o Brasil garantiu um lugar no Mundial com uma grande vitória sobre a Argentina, por 3 a 1, em território inimigo - a partida foi disputada na cidade de Rosário. Era a 15ª rodada.

O treinador, porém, diz que admitir a dificuldade não significa falta de confiança. “Confio sempre na seleção. Sou altamente positivo.’’

Desfalques

Não é apenas o Brasil que estará desfalcado de sua estrela neste início de Eliminatória. A Argentina, por exemplo, não terá Messi nos jogos contra Equador e Paraguai. A contusão no joelho, aliás, poderá tirar o meia do clássico de novembro com o Brasil. Nessa partida, Neymar terá condições legais defender a seleção. 

O Uruguai, além de Luizito Suárez, que ainda tem quatro partidas de suspensão a cumprir pela mordida que deu em Chiellini na Copa, não terá Cavani - ele foi suspenso pelo incidente com o chileno Jara na Copa América.


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