Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Briga transforma Palmeiras e Cruzeiro em jogo tenso no domingo

Semifinal da Copa do Brasil faz encontro entre reservas no Pacaembu crescer em rivalidade

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2018 | 05h00

O encontro entre Palmeiras e Cruzeiro no próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro, deixou de ser uma partida entre dois times reservas para se tornar um encontro tenso e com expectativa de rivalidade. O desfecho violento da partida entre os clubes na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, fez o jogo se transformar de amistoso em possível confronto. 

O apito final da partida de quarta-feira foi seguido de pancadaria, empurrões, agressões e provocações. O cruzeirense Sassá deu um soco no palmeirense Mayke na ação mais violenta do tumulto. Os dois podem ser suspensos por até 12 jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clima de briga se estendeu do campo ao vestiário, onde os jogadores foram contidos por seguranças para não se agredirem.

O novo compromisso dos dois será no Pacaembu, no domingo pela manhã. Como a partida antecede jogos de ambos os clubes pelas quartas de final da Copa Libertadores no meio de semana, tinha tudo para se um duelo com reservas e de pouco interesse. No entanto, a situação será outra. 

"A gente vê que o cara é covarde, aproveita que tem um jogador de costa e vai lá agredir. Domingo ele joga em São Paulo e a gente conversa com ele", disse o atacante Dudu, do Palmeiras, ao SporTV sobre a atitude de Sassá. O atacante cruzeirense será preservado e não vai jogar.

Irritado, no caminho ao vestiário o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, desabafou: "Vocês vão lá domingo, esperem sentadinhos". Logo depois, na entrevista coletiva, o treinador falou em tom mais calmo. "Que domingo esqueçam o que aconteceu aqui, por favor".

Os cruzeirenses evitaram prever uma possível repetição da briga e apontaram o Palmeiras como responsável pela confusão. "Não é um benefício para o Cruzeiro, querer brigar ou ter confusão. Já estamos na final. Se alguém queria confusão, era o Palmeiras, que já estava eliminado", disse o atacante argentino Barcos. A diretoria do Palmeiras vendeu até agora 22 mil ingressos para a partida.

 

 

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