Reprodução/Facebook
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Brigada Militar admite que tiro em torcedor no RS partiu de soldado

Maicon Douglas de Lima morreu na noite de domingo, em São Leopoldo, após tumulto gerado por uma briga entre torcidas

LUCAS AZEVEDO, O Estado de S. Paulo

02 de fevereiro de 2015 | 19h48

A BM (Brigada Militar) - polícia militar gaúcha - admitiu nesta segunda-feira que os tiros que mataram um adolescente de 16 anos durante briga de torcida, no domingo, na região metropolitana de Porto Alegre, partiram de um de seus soldados. O policial teria dito em depoimento à Polícia Civil e a seus superiores que agiu em legítima defesa. A informação é reafirmada pelo comandante da BM do município de Novo Hamburgo, tenente-coronel Luiz Fernando Rodrigues.

Maicon Douglas de Lima morreu na noite de domingo, em São Leopoldo, após tumulto gerado por uma briga entre torcidas de futebol. A confusão começou na estação Santo Afonso, do Trensurb, na cidade de Novo Hamburgo, entre torcedores do Aimoré e do Novo Hamburgo - após partida pela rodada inaugural do Campeonato Gaúcho entre as duas equipes, que terminou em 2 a 2.

Lima foi encontrado caído na rua, com duas marcas de tiros nas costas. Ele foi socorrido e levado ao hospital Centenário, mas não resistiu. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte do adolescente. A Brigada Militar também instaurou inquérito militar para verificar a atuação de seus quadros.

A identidade do soldado que admitiu ter efetuado os disparos não foi revelada. A Polícia Civil e Brigada Militar também estão apurando a suspeita, levantada por testemunhas, de que os projéteis retirados do corpo de Lima, no hospital, teriam sido trocados.

Atendentes relataram à polícia que, por instantes, uma bala sumiu e, em seguida, foi novamente apresentada por um policial militar - desta vez o projétil não tinha marcas de sangue, mas de cimento.

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