Brunoro afirma que convite da CBF faria ele 'pensar com carinho'

Com flerte desde o ano passado, dirigente do Palmeiras admite que pode deixar o clube caso receba proposta para trabalhar na entidade

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2014 | 04h57

A renovação da seleção brasileira deve passar também por mudanças na parte diretiva da CBF. O cargo de diretor de seleções, extinto desde a saída de Andrés Sanchez, pode ser reativado, e o nome de José Carlos Brunoro, atual diretor executivo do Palmeiras, ganha força nos bastidores. O sonho da entidade em contar com ele é antigo, e o dirigente admite que a vontade é recíproca.

“Seleção brasileira é uma situação importante. Tenho contrato até dezembro com o Palmeiras. Se acontecer uma proposta, vou pensar com carinho. Quando o assunto é seleção, temos de analisar de uma forma diferente”, disse o dirigente, em entrevista exclusiva ao Estado. Ele garante que, até o momento, não existiu nenhum contato oficial – por isso, evita falar sobre o tema.

No ano passado, houve uma conversa informal de representantes da CBF com Brunoro, mas ele avisou que não poderia aceitar, por causa do vínculo que tinha com o Palmeiras.

Diversas vezes, José Maria Marin, presidente da CBF, conversou com o dirigente e disse que gostaria de contar com ele, mas nunca foi feita uma proposta. Marco Pol Del Nero, que assume a presidência da entidade em 2015, também apoia a contratação de um diretor.

O dirigente do Palmeiras deixa claro que sua função é bem diferente da que Parreira exerceu. “Meu cargo nunca será igual ao do Parreira. Tenho a ideia de fazer outras atividades, ter uma visão mais geral, olhando para a base e demais áreas, não tão focada na seleção principal”, disse o palmeirense.

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