Bucaram rebate acusação de atentado

O ex-presidente do Equador, Adbalá Bucaram, deposto em 1997 e conhecido como ?El Loco?, declarou nesta quarta-feira em seu exílio no Panamá, que nem ele e muito menos sua família está envolvida com o atentado a balas sofrido na terça-feira à noite pelo técnico Hernán Gomez. ?O jornalista que disse ser eu o protagonista do ocorrido é um desinformado porque escutou de uma de minhas irmãs, que é deputada, o questionamento da ausência de meu filho Dalo Bucaram na seleção Sub-20?, disse à rádio Caracol da Colômbia.?El Loco? garantiu que falou com Gomez pelo telefone para expressar toda a solidariedade sua e da família e se disse admirador da estratégia do treinador colombiano que conduz muito bem a seleção equatoriana, terceira colocada na classificação geral das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2002. Gomez passa bem após uma cirurgia que fez para retirar a bala da perna direita, informou a assessoria de imprensa da Clínica Kennedy, na cidade de Guayaquil. Bucaram lamentou que no Equador todos vêem Dalo como filho do ex-presidente e não como um jogador de futebol. ?Meu filho é muito bom jogador?, revidou.Agressão - Segundo a imprensa local, o dirigente esportivo Joselo Rodríguez participou da agressão a Gomez por não ter permitido que Dalo integrasse a seleção Sub-20. O pai do jogador disse que ele está muito chateado com todas as acusações que vêm sofrendo e não quer mais ser convocado para a seleção porque não quer ser alvo de críticas. ?Ele está recebendo uma dano moral muito grande mas tem muitas qualidades como jogador?. Em relação à agressão sofrida pelo ex-treinador da seleção Sub-20, Hugo Gallego, Bucaram alegou ser totalmente diferente a de Gomez, que chegou ao país sem conhecer sua família e os agrediu verbalmente. "Este, sim, fez uma série de acusações e injúrias", admitiu.

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