Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Buffon admite falhas no gol italiano, mas está pronto para se redimir

Italiano acredita na possibilidade de sua seleção surpreender muita gente e derrotar a Espanha

LUÍS AUGUSTO MONACO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 07h44

FORTALEZA - "Considero que até mais ou menos os 15 minutos do segundo tempo do jogo contra o Brasil eu estava fazendo uma Copa das Confederações muito boa. Depois disso cometi erros que causaram a nossa derrota e isso comprometeu meu desempenho no torneio."

 

Com essa sinceridade, Buffon concordou com as críticas que recebeu em seu país por causa da atuação que teve em Salvador. Mas, com a confiança que faz dele um dos melhores goleiros da história, disse estar pronto para se redimir e ajudar o time a conseguir um resultado que, em sua opinião, poucos esperam.

 

"Se eu disser que acho a Itália favorita vão dizer que sou otimista demais, então digo que é a Espanha. Eles venceram tudo nos últimos anos, mas posso dizer que o 4 a 0 na final da Eurocopa não condiz com a realidade. E vamos tentar mostrar isso nesta semifinal."

 

Buffon não é o capitão da Azzurra por acaso. Aos 35 anos, é o mais experiente. Esteve em quatro Copas do Mundo (as três últimas como titular) e disputou 131 partidas pela seleção, apenas cinco a menos do que o recordista Cannavaro, zagueiro que levantou a taça em 2006, na Alemanha. Além disso, tem personalidade forte e dá a cara para bater quando erra.

 

Nas quartas de final da Copa dos Campeões deste ano, depois da derrota da Juventus para o Bayern por 2 a 0 em Munique, o mito Franz Beckenbauer disse que Buffon parecia "um goleiro aposentado" no lance do gol de Alaba, que marcou com um chute de longa distância que era defensável. Quando soube disso, ele não criou polêmica nem se mostrou ofendido. "Beckenbauer tem razão, fui muito mal na bola."

 

Depois de assumir que errou no gol de falta de Neymar e também no segundo de Fred, ele disse: "Não me escondo nunca."

 

Contra o melhor ataque da competição, ele prefere não precisar aparecer muito para a Itália vencer. Mas, se for preciso, está louco para mostrar as razões que o levaram a ser eleito o melhor goleiro do mundo quatro vezes.

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