Facundo Arrizabalaga/Efe
Facundo Arrizabalaga/Efe

Bulgária resgata geração de ouro de 1994 para revitalizar a seleção

Nomes como Balakov e Mihailov comandam a gestão da equipe atual, que tenta voltar a uma competição importante

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2019 | 14h15

A Bulgária recorreu à experiência e ao renome da geração mais famosa e bem sucedida da história para comandar a seleção atual. O país foi semifinalista da Copa do Mundo de 1994 ao derrotar no torneio Argentina e Alemanha até ser derrotada pela Itália e deixar como legado nomes que hoje em dia trabalham como dirigentes ou treinador da equipe.

Quem tem mais contato com os brasileiros naturalizados da seleção é o técnico, o ex-meia Krassimir Balakov. Como jogou no Sporting, de Lisboa, ele ainda fala português com fluência. "Ele foi um jogador muito técnico e de habilidade. Por isso, gosta bastante de convocar brasileiros", explicou Wanderson, que foi convocado pela primeira vez pela Bulgária nesta data Fifa.

O presidente da União Búlgara de Futebol (BFU) é o ex-goleiro Borislav Mihailov, titular e capitão da equipe na Copa de 1994. Ao lado dele, comandam a entidade os autores de dois dos mais importantes gols da história do país. O vice-presidente é Yordan Letchkov, meia autor do gol que tirou a Alemanha e levou a Bulgária para a semifinal de 1994. Como diretor, trabalha Emil Kostadinov, atacante responsável pelo gol da classificação à Copa, marcado diante da França, nas Eliminatórias.

A presença dos ex-craques é uma tentativa para o país se reerguer no futebol após longos anos de ausência nas competições. A Bulgária foi uma potência na década de 1990, ao ser semifinalista na Copa de 1994 e ter disputado tanto a Europa de 1996, na Inglaterra, como o Mundial da França, em 1998. A última participação em um torneio importante foi em 2004, na Eurocopa disputada em Portugal.

O maior nome da geração de ouro da Bulgária foi Hristo Stoichkov. O camisa 8, canhoto e de ótima finalização, foi um dos artilheiros da Copa de 1994, com seis gols. O jogador fez ainda história no Barcelona, onde foi campeão da Liga dos Campeões, em 1992, e teve uma grande parceria com Romário. Após encerrar a carreira, ele chegou a trabalhar como técnico e consultor em equipes búlgaras.

"Na Bulgária até hoje a geração de 1994 é tratada como se fosse lenda. Os jogadores até mereciam ser mais respeitados, na minha opinião. Acho difícil um dia a Bulgária repetir aquele sucesso que tiveram na Copa. Ser semifinalista não é para qualquer país", comentou o ex-meia Marquinhos, brasileiro com passagem pela seleção do país entre 2011 e 2014.

Outro nome marcante da geração búlgara de 1994 foi o zagueiro Trifon Ivanov. Falecido em 2016 após um ataque cardíaco, o jogador batizou um torneio de futebol amador disputado em São Paulo. Como defensor, ficou famoso pela boa atuação na Copa dos Estados Unidos.

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