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Mauro Cezar Pereira
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Cabeça, braço, fair-play

Arbitragem cometeu seu maior erro no campeonato no gol de Jô com o braço

O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2017 | 03h00

Os muitos gols sofridos pelo São Paulo explicam o time na zona de rebaixamento. De que adiantam os tentos feitos se a defesa é uma das piores do campeonato? Os tricolores entraram na rodada deste fim de semana sendo a equipe mais vazada no período sob o comando de Dorival Júnior. Antes de encarar o Vitória, os são-paulinos tinham 11 partidas com o treinador e 21 gols sofridos, o pior desempenho defensivo do Brasileiro nessas rodadas.

Levantamento feito pelo site FutDados mostra que nessas pelejas o segundo time que mais gols sofrera depois dos tricolores era o Sport, com 18, seguido por Vitória e Atlético Goianiense, 17 cada. Neste domingo, em Salvador, o São Paulo chegou a nove jogos seguidos levando gols. Desde o 1 a 0 sobre o Vasco, há dois meses, o time não consegue sair de campo sem buscar a bola nas próprias redes. E são 18 marcados pelos adversários no período.

Nesses jogos a equipe marcou 17 vezes. Por isso é secundária toda a discussão sobre o desempenho de Cueva, as queixas do zagueiro Rodrigo Caio com relação ao peruano; as chances não aproveitadas por Pratto, e até mesmo o ótimo desempenho de Hernanes, com quase um gol por partida. O problema central, principal, o ponto nevrálgico do time tricolor é a retaguarda, frágil, muitas vezes incapaz de sustentar um placar.

Domingo foi diferente. Com o triunfo sobre o Vitória, em Salvador por 2 a 1, o fica mais perto de sair da zona de rebaixamento. Alívio iniciado na cabeçada de Militão para o gol e ampliado com a bola de Cueva que foi batendo na defesa rubro-negra até entrar. Resultado fundamental, mas ainda é preciso que a defesa dê a tranquilidade necessária para a sobrevivência na Série A.

EM ITAQUERA

Mais tempo com a bola, ocupando o campo de ataque. Mesmo assim o Corinthians correu riscos contra o Vasco, que no primeiro tempo já finalizava melhor, com sete arremates para cada lado, mas três certos do time carioca contra nenhum dos corintianos. Não por falta de oportunidades, mas de pontaria, como na cabeçada de Rodriguinho, livre, por cima do travessão após jogada de Romero e em outra chance clara que teve, já na segunda etapa, mandando para fora.

O time que precisava de raras chances para ir às redes agora necessita de muitas para marcar o gol. Se três arremates bastaram para fazer 2 a 0 na casa do Palmeiras na 13.ª rodada, 30 tentativas não deram em nada na derrota para o Atlético Goianiense, pela 22.ª foram 15 finalizações até o Corinthians tirar o zero do placar, com Jô, pivô do episódio do fair-play de Rodrigo Caio em clássico com o São Paulo, empurrando a pelota com o braço para as redes.

Um erro de arbitragem ainda mais grave do que o gol mal anulado dele mesmo contra o Flamengo, no dia 30 de julho, em jogo da 17.ª rodada.

ESCOLHAS DE TITE

Por mais que navegue em águas tranquilas, classificada para a Copa do Mundo da Rússia, a seleção brasileira gera um ou outro questionamento quando convocada. A ausência do goleiro Vanderlei, somada à volta de Diego, em má fase no Flamengo, e Tardelli, atuando na China, mostram que o ótimo Tite faz escolhas estranhas como qualquer ser humano.

SEQUÊNCIA VERDE

O Palmeiras inicia nesta segunda-feira uma série de quatro jogos dos quais três serão com mando alviverde. Coritiba, no Pacaembu, Fluminense, no Rio; Santos e Bahia no Allianz Parque. Se for capaz de ganhar dez desses 12 pontos tem a chance de se aproximar de Grêmio e Santos. Mirar o líder Corinthians? Bem, aí é outra conversa.

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