DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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"Cadeia imediatamente", pede Damares sobre caso Robinho

Ministra dos Direitos Humanos disse ter tido vontade de vomitar ao ler a transcrição de áudios de conversas do jogador com amigos após o ocorrido

Camila Turtelli/ BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 19h36

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, pediu nesta segunda-feira, 19 que o jogador Robinho, condenado na Itália por violência sexual contra uma mulher embrigada, seja preso "imediatamente".

"Cadeia imediatamente, não tenho outra palavra para falar. Ainda cabe recurso, mas o vazamento dos áudios, gente. Querem mais o quê? Cadeia. Nenhum estuprador pode ser aplaudido. O cara quer voltar para o campo para posar como herói", disse ao chegar no Palácio do Planalto para um evento com o presidente Jair Bolsonaro sobre tratamentos para a covid-19.

A ministra disse acreditar que o Santos agiu certo ao suspender o contrato com Robinho, que havia acertado seu retorno ao time no último dia 10.

Robinho foi condenado em primeira instância, mas recorreu e diz ser inocente. No estágio atual do processo, ele não pode ser preso no Brasil. Se a condenação for mantida, Brasil e Itália deverão chegar a um acordo sobre o cumprimento da pena.

"O clube já reviu, e parabéns ao Santos por ter rescindido. Eu sei que ainda cabe recurso, mas acho que está muito claro. O vazamento dos áudios está muito claro, a forma como isso chegou para nós", declarou.

"Esse é um crime que não merece nenhuma consideração ao abusador, ao estuprador. A gente não tem que fazer concessão com esse tipo de crime. Tem que cumprir a pena que é estabelecida, ou lá ou aqui, imediatamente", prosseguiu Damares.

Damares disse que ficou com enjoo e teve vontade de vomitar ao ler a transcrição do áudio do jogador, revelada pelo ge.globo. "A sensação que aquilo me causou, enjoo, vontade de vomitar. Foi muito ruim ter lido o que eu li de um jogador do porte dele. Foi muito ruim", afirmou.

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